A expansão da canola como uma das principais alternativas rentáveis para as lavouras de inverno no Sul do país impulsionou a Cotrijal a reformular sua estrutura de pós-colheita. Pela primeira vez desde 2007 — ano em que iniciou o recebimento e o beneficiamento da cultura —, a cooperativa passa a realizar a armazenagem estática do grão em suas unidades, permitindo manter o produto estocado para expedição planejada no momento mais oportuno de mercado.
Até a safra anterior, todo o volume entregue pelos associados era beneficiado e despachado de forma contínua e imediata. Com o investimento na adequação das estruturas, a operação passa a contemplar o ciclo completo: recepção, limpeza, secagem, padronização e estocagem.
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O gerente de Armazenagem de Grãos da Cotrijal, Rodrigo Nicolao, destaca a motivação da medida:
"A decisão veio principalmente pela evolução da própria cultura da canola, a necessidade de cada vez mais atender melhor o nosso produtor. Ao armazenar o grão, a cooperativa consegue distribuir melhor as operações e reduzir a necessidade de expedição imediata."
Agilidade logística e cuidados técnicos com a oleaginosa
A internalização do armazenamento melhora o fluxo de caminhões nos pátios das unidades recebedoras durante o pico da colheita de inverno. Ao eliminar o gargalo do transbordo imediato, a cooperativa otimiza o tempo de descarga, permitindo que o maquinário e o produtor retornem mais rapidamente aos trabalhos de campo. A mudança também confere maleabilidade operacional para organizar o espaço estático entre diferentes culturas concorrentes no período.
Do ponto de vista técnico, a conservação da canola requer rigor redobrado. Por apresentar dimensões reduzidas e elevado teor de óleo, a massa de grãos possui alta sensibilidade ao calor e à umidade residual, demandando monitoramento constante da aeração.
A secagem precisa ser executada de forma homogênea e contínua para evitar a rancificação e preservar o padrão industrial exigido pelo mercado processador, reforçando a prontidão da equipe técnica da cooperativa para lidar com as exigências específicas da oleaginosa.
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