Defesa agropecuária 15-01-2026 | 15:24:00

Fiscalização descarta novos focos de cancro cítrico em Goiás

Agrodefesa não identificou novos focos de cancro cítrico em propriedades e viveiros de citros em Goiás

Por: Redação RuralNews

Ao todo, 61 fiscais estaduais agropecuários participaram das inspeções, que abrangeram propriedades comerciais, áreas não comerciais e viveiros produtores de mudas. O trabalho atende às exigências da Instrução Normativa nº 21/2018 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
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Fiscalização em propriedades e viveiros

Fiscais estaduais agropecuários realizam inspeção durante Levantamento Fitossanitário Anual do Cancro Cítrico. Foto: Agrodefesa / Divulgação


Durante o levantamento, a Agrodefesa inspecionou 82 propriedades comerciais de citros em 55 municípios, além de 40 propriedades não comerciais. Também foram vistoriados os 11 viveiros comerciais de mudas cítricas em funcionamento no estado.

Nessas inspeções, foram coletadas dez amostras consideradas suspeitas, que passaram por análise laboratorial. Os resultados confirmaram a ausência da bactéria Xanthomonas citri subsp. citri, causadora do cancro cítrico.

Importância do controle fitossanitário



Segundo a Agrodefesa, o levantamento é essencial para preservar a sanidade dos pomares e garantir a qualidade da produção goiana. Goiás é considerado uma área de expansão da citricultura no país, o que torna o monitoramento constante ainda mais estratégico.

A agência também reforça o alerta para que produtores adquiram mudas apenas de viveiros cadastrados e regularizados. A compra de mudas de origem desconhecida ou do comércio ambulante é proibida e representa um dos principais riscos de introdução da doença.

Situação do cancro cítrico no estado



Os primeiros registros de cancro cítrico em Goiás ocorreram em 2018, em áreas não comerciais, e em 2020, em área comercial. Atualmente, o estado possui três classificações fitossanitárias para a doença: áreas sob erradicação, áreas sob sistema de mitigação de riscos e áreas sem ocorrência.

O cancro cítrico afeta todas as variedades de citros, provoca queda de folhas e frutos e compromete a comercialização. A principal forma de disseminação ocorre por meio de mudas contaminadas, além da ação de chuvas, ventos, equipamentos e resíduos de colheita.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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