Mandioca 27-07-2021 | 22:26:00

Estudo do IDR-Paraná recomenda plantio direto de mandioca em sistemas integrados

Pesquisadores do IDR-Paraná afirmam que o plantio direto de mandioca é uma opção interessante para a região do Arenito Caiuá, no Noroeste do Estado, desde que certos pressupostos sejam seguidos para assegurar os bons resultados com essa tecnologia.

Por: Governo do Estado do Parana

O plantio direto é um sistema diferenciado de manejo do solo, visando diminuir o impacto das máquinas agrícolas. Nele a palha e os demais restos vegetais de outras culturas são mantidos na superfície do solo, garantindo cobertura e proteção do mesmo contra processos danosos, tais como a erosão. O solo só é manipulado no momento do plantio, quando é aberto um sulco onde são depositadas sementes e fertilizantes.  O estudo destaca que o maior período de pasto (quatro anos) na rotação com mandioca em plantio direto contribuiu de forma significativa para o incremento dos teores de carbono no solo durante os sete anos de avaliações.
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Os estoques de carbono também aumentaram ao longo do tempo, mantendo valores considerados altos para os solos arenosos da região do Arenito Caiuá. Por outro lado, o período de dois anos de pasto precedendo o plantio convencional da mandioca não foi adequado para a manutenção dos teores de carbono no solo, observando-se a sua redução ao longo do período avaliado. De acordo com os pesquisadores, nos sistemas integrados com mandioca e capim Marandu, o tempo que o pasto permaneceu no sistema foi de 2 ou 4 anos, antes da implantação da lavoura de mandioca. Esses tratamentos foram comparados com o pasto perene de Marandu. Tanto o pasto perene quanto o pasto nos sistemas integrados foram bem manejados, com correção do solo e fertilização para a produtividade desejada.


O manejo do pasto foi feito em função das alturas de entrada e saída dos animais, recomendadas para o sistema de pastejo com lotação rotacionada. A taxa de lotação média ficou em 7,9 Unidade Animal por hectare (UA/ha) no verão e 2,7 UA/ha no inverno. O ganho médio diário de peso dos animais ficou em 637g/dia no verão e 436g/dia no inverno, sem suplementação em ambos os períodos. A produtividade de mandioca variou em função das safras avaliadas, com menor produção observada no sistema plantio direto após dois anos de pasto (safra 2016/2017), quando comparado ao plantio convencional, provavelmente em função de fatores climáticos como o excesso de chuva e menores temperaturas.


Já na safra 2018/2019, quando a mandioca foi cultivada após quatro anos de pasto, não se observou diferença na produtividade entre o plantio convencional e direto (61 toneladas por hectare de raízes tuberosas). Os pesquisadores ressaltam a importância do pasto bem manejado, com correções e fertilizações adequadas nos sistemas integrados de produção, garantindo bom desempenho animal e produtividade da cultura, com melhorias nas características do solo da região. A equipe da Estação de Pesquisa do IDR-Paraná em Paranavaí é composta por Kátia Gobbi, Mário Takahashi, Mateus Azevedo, Jonez Fidalski e Simony Lugão.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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