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Soja opera em alta em Chicago, mas mercado segue pressionado pela oferta

Contratos avançam em meio a suporte técnico e clima irregular, enquanto colheita avança no Brasil e mantém pressão sobre os preços

Soja opera em alta em Chicago, mas mercado segue pressionado pela oferta

Mercado da soja segue atento ao clima na América do Sul e ao avanço da colheita no Brasil. Foto: Canva

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Foto do autor Redação RuralNews
03/02/2026 |

Os contratos futuros da soja operam em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta terça-feira, com avanço de cerca de 9 pontos. De acordo com a Granoeste Corretora, o vencimento março é negociado próximo de US$ 10,69 por bushel.

Apesar do movimento positivo, o mercado ainda busca um direcionamento mais claro. As cotações seguem oscilando dentro de uma faixa estreita e permanecem pressionadas pela ampla oferta global.

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Ainda assim, após três sessões consecutivas de queda, os preços encontram algum suporte. Entre os fatores de sustentação estão o bom ritmo do esmagamento norte-americano, que atingiu 6,9 milhões de toneladas em dezembro. Além disso, a recuperação do petróleo e dos metais preciosos contribui para um ambiente ligeiramente mais favorável.

Outro ponto de atenção é o clima na América do Sul. Irregularidades climáticas persistem, especialmente no sul do Brasil e na Argentina. Em áreas com plantio mais tardio, mesmo com chuvas pontuais, a falta de umidade ainda predomina, o que pode comprometer a produtividade. Meteorologistas, inclusive, avaliam a possível formação de um novo episódio de La Niña.

Diante desse cenário, cresce a expectativa de redução da área semeada na Argentina. No entanto, por enquanto, a maioria das consultorias não indica cortes na produção brasileira.

Cenário da soja no Brasil

No Brasil, ao contrário, as estimativas de produção seguem em elevação. A StoneX, por exemplo, revisou recentemente sua projeção para 181,6 milhões de toneladas.

Além disso, dados da Conab mostram que a colheita da safra de soja já alcança 11,4%, acima dos 8% registrados no mesmo período do ano passado e próxima da média histórica de 11,8%.

Com o avanço gradual da colheita, a oferta aumenta e mantém os preços sob pressão. Ao mesmo tempo, o sistema logístico de armazenagem e transporte começa a ficar mais carregado, o que adiciona desafios ao escoamento da produção.

O ritmo de comercialização segue lento, influenciado pela perda de valor do produto. Pressões adicionais sobre as cotações não estão descartadas, uma vez que o pico da colheita ainda está por vir.

Nos portos brasileiros, os prêmios seguem indicados, no mercado spot, entre 50 e 65 centavos de dólar por bushel. Para março, variam de 35 a 45 centavos, enquanto para abril ficam entre 30 e 40 centavos.

No mercado interno, as indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 115,00 e R$ 118,00 por saca. Em Paranaguá, os valores variam de R$ 124,00 a R$ 127,00, dependendo do prazo de pagamento, do local de origem e do período de embarque, conforme análise da Granoeste.

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Editor RuralNews
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TAGS: #Soja # CBOT
# Commodity # Cotação # Granoeste Corretora # Conab
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