Chimarrão 04/04/2024

Reunião da Câmara Setorial da Erva-mate prepara Dia do Chimarrão

O RS é o segundo maior produtor de erva-mate, com 222.344 toneladas/ano, 39% da produção nacional

Redação em Porto Alegre/RS

O Rio Grande do Sul é o segundo maior produtor de erva-mate (Ilex paraguariensis), com 222.344 toneladas/ano, o que representava 39% da produção nacional, conforme números do Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul. O Paraná foi responsável por 46% da produção de folha verde de erva-mate, com uma média de 261.016 toneladas/ano no período de 2020-2022.A produção gaúcha está localizada, principalmente, no Vale do Taquari. Os municípios com maior produção, em média, no triênio 2020-2022, foram Arvorezinha, com 36.440 toneladas/ano, e Ilópolis, com 29.966 toneladas/ano. Outros municípios do norte do Estado também se destacaram na produção. A área cultivada atualmente é de 28 mil hectares, mas a cultura já ocupou 35 mil hectares em 2012.A erva-mate é a matéria-prima do chimarrão, um hábito arraigado entre os moradores da Região Sul, tanto que ganhou um dia no Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul. E por lá a comemoração do Dia do Chimarrão, no dia 24 deste mês, deve ser bem intensa em 2024. É o que esperam os integrantes da Câmara Setorial da Erva-Mate, que estiveram reunidos nesta semana.O Dia foi instituído por meio da lei 11.929, de 20/06/2003, e define o chimarrão como bebida símbolo do Rio Grande do Sul e o churrasco à gaúcha como prato típico. A lei, alterada em setembro de 2021, estabelece também a realização de uma “Mateada da Integração Gaúcha” junto à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs).De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro da Erva-Mate (Ibramate), Alberto Tomelero, a ideia é fazer diversas comemorações pelo Estado, sendo uma delas na Alergs, em Porto Alegre, com apoio do Instituto e da Frente Parlamentar da Erva-Mate, e outras atividades como palestras nas escolas espalhadas pelos cinco polos ervateiros gaúchos.“A cultura do chimarrão é muito importante para o nosso estado, faz parte da nossa identidade e é importante comemorarmos sempre, estimulando os consumidores”. Tomelero destaca que além do chimarrão, a partir da erva-mate também se produz o tererê, o chá-mate, diversos cosméticos, entre outros.O diretor-geral adjunto, Clair Kuhn, afirmou que a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) se coloca à disposição, apoiando a iniciativa do Dia do Chimarrão, com a divulgação dos eventos nas suas redes institucionais.Tomelero também falou sobre a Festa da Colheita da Erva-Mate, que está no Calendário Oficial de Eventos do Rio Grande do Sul. A lei 15.306, de agosto de 2019, define que o evento deve ser realizado de forma itinerante nos cinco polos regionais ervateiros, na última semana do mês de maio. A data e o local do evento devem ser divulgados nos próximos dias.O assessor jurídico do Sindicato da Indústria do Mate do Estado no Rio Grande do Sul (Sindimate), Jorge Birck, fez um relato sobre a inclusão da erva-mate na cesta básica de alimentos do governo federal, no âmbito da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e da Política Nacional de Abastecimento Alimentar.Birck falou também sobre a participação do setor na COP 30, que será realizada no ano que vem, em Belém do Pará, com pelo menos um estande na Conferência mostrando o potencial da erva-mate e suas formas de produção. Para ele, o futuro da erva-mate passa pela união de produtores e indústrias na realização de ações de sequestro de carbono, como cobertura de solo e sombreamento.A Secretaria da Agricultura está desenvolvendo estudos sobre potencial descarbonizante da erva-mate cultivada no Rio Grande do Sul em seus diferentes sistemas de produção, em um projeto piloto no município de Ilópolis, no Polo Ervateiro do Alto Taquari (veja aqui). A erva-mate faz parte do Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), estruturado para atender às metas de compensação de GEE.

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