Soja inicia com preços em leve queda na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira (11/12)
Confira o panorama diário do mercado de commodities com o analista de mercado Camilo Motter
Por: Camilo Motter
Ao repetir, para os EUA, as mesmas estimativas de novembro, o USDA trouxe para dezembro um relatório completamente neutro. Os participantes deram apenas uma olhada nos números e voltaram para a vida normal.
VEJA TAMBÉM:
A produção dos EUA segue estimada em 121,4MT, com exportações de 49,7MT, esmagamento de 65,6MT e estoques finais de 12,8MT. É uma situação mais confortável do que a do ano passado, quando a produção foi de 113,3MT e estoques finais de 9,3MT.
Para o mundo o USDA prevê um aumento de quase 2,0MT em relação ao mês passado, para 427,1MT, com estoques finais praticamente estáveis, em 131,9MT.
No Brasil, a estimativa para esta temporada segue com um novo recorde, em 169,0MT e exportações de 105,5MT – no último ano a produção ficou em 153,0MT, com exportações previstas em 104,2MT.
Para a Argentina, o USDA aumentou em 1,0MT a expectativa de colheita, para 52,0MT; na campanha anterior foram produzidas 48,2MT.
A China teve os volumes de importação mantidos em 112,0MT para este ano e em 109,0MT para a estação 2024/25.
Conhecidas as novas projeções, o mercado dará mais atenção para a demanda norte-americana, cuja colheita foi recém-concluída, e, obviamente, para a evolução da safra sul-americana. O excesso de umidade em muitas regiões, combinado com temperaturas mais amenas, tende a atrasar o ciclo das plantas, retardando também o início da colheita.
Mercado doméstico segue calmo. Câmbio acima de R$ 6,00 ajuda na formação do preço e compensa perdas recentes apuradas na CBOT. Importante observar que produto para entrega a partir de final de janeiro/fevereiro, tem indicação entre R$ 10,00/R$ 15,00 abaixo dos preços apontados para os lotes disponíveis.
No spot, prêmios são apontados na faixa entre 110/180. Indicações de compra no oeste do Paraná entre R$ 139,00/141,00 e em Paranaguá na faixa de R$ 145,00/148,00 – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.
MILHO
Os preços do milho operam com leves ganhos nos futuros de Chicago, neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 4,49/março. Ontem, o mercado apresentou fortes ganhos, de quase 2%, ou 7 cents nos primeiros vencimentos.
O bom momento está postado no aumento das exportações norte-americanas e na redução dos estoques finais, conforme previsto pelo USDA em seu relatório mensal de oferta e demanda.
Na BMF, apesar de algumas oscilações negativas, nos últimos dias os preços vêm se recuperando das recentes perdas. A posição janeiro trabalha em R$ 75,35 (anterior R$ 75,84) e março em R$ 74,20 (anterior, R$ 74,22).
Os números do relatório mostram a produção dos EUA nos mesmos níveis de novembro, 384,6MT. As exportações, porém, dada a boa demanda, são majoradas em quase 4,0MT, para 62,9MT. Com o aumento da demanda externa, somado com mais consumo doméstico, os estoques finais sofrem um corte superior a 5,0MT de um mês para o outro, avaliados, agora, em 44,2MT.
Estes foram os dados mais relevantes do relatório, que tiveram impacto também nos estoques finais globais, que caem de 304,1MT, para a nova previsão de 296,5MT.
Brasil segue com estimativa de produção em 127,0MT e exportações de 48,0MT para 2024/25; na estação 2023/24 a produção ficou em 122,0MT e exportações de 41,5MT.
Mercado segue focado no bom equilíbrio entre oferta e demanda – que acaba acomodando as pressões vendedoras e compradoras, sem maiores sobressaltos.
No oeste do Paraná, indicações de compra na faixa de R$ 68,50 /70,00 – dependendo de prazo de pagamento e localização do lote. Nos portos, as indicações giram na faixa de R$ 73,00/75,00 por saca.
– CÂMBIO – Neste momento opera em alta, a R$ 6,06. Ontem, fechou em R$ 6,047.
TAGS:
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
A produção dos EUA segue estimada em 121,4MT, com exportações de 49,7MT, esmagamento de 65,6MT e estoques finais de 12,8MT. É uma situação mais confortável do que a do ano passado, quando a produção foi de 113,3MT e estoques finais de 9,3MT.
Camilo Motter é colunista o portal RuralNews
Para o mundo o USDA prevê um aumento de quase 2,0MT em relação ao mês passado, para 427,1MT, com estoques finais praticamente estáveis, em 131,9MT.
No Brasil, a estimativa para esta temporada segue com um novo recorde, em 169,0MT e exportações de 105,5MT – no último ano a produção ficou em 153,0MT, com exportações previstas em 104,2MT.
Para a Argentina, o USDA aumentou em 1,0MT a expectativa de colheita, para 52,0MT; na campanha anterior foram produzidas 48,2MT.
A China teve os volumes de importação mantidos em 112,0MT para este ano e em 109,0MT para a estação 2024/25.
Conhecidas as novas projeções, o mercado dará mais atenção para a demanda norte-americana, cuja colheita foi recém-concluída, e, obviamente, para a evolução da safra sul-americana. O excesso de umidade em muitas regiões, combinado com temperaturas mais amenas, tende a atrasar o ciclo das plantas, retardando também o início da colheita.
Mercado doméstico segue calmo. Câmbio acima de R$ 6,00 ajuda na formação do preço e compensa perdas recentes apuradas na CBOT. Importante observar que produto para entrega a partir de final de janeiro/fevereiro, tem indicação entre R$ 10,00/R$ 15,00 abaixo dos preços apontados para os lotes disponíveis.
No spot, prêmios são apontados na faixa entre 110/180. Indicações de compra no oeste do Paraná entre R$ 139,00/141,00 e em Paranaguá na faixa de R$ 145,00/148,00 – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local e do período de embarque.
MILHO
Os preços do milho operam com leves ganhos nos futuros de Chicago, neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 4,49/março. Ontem, o mercado apresentou fortes ganhos, de quase 2%, ou 7 cents nos primeiros vencimentos.
O bom momento está postado no aumento das exportações norte-americanas e na redução dos estoques finais, conforme previsto pelo USDA em seu relatório mensal de oferta e demanda.
Na BMF, apesar de algumas oscilações negativas, nos últimos dias os preços vêm se recuperando das recentes perdas. A posição janeiro trabalha em R$ 75,35 (anterior R$ 75,84) e março em R$ 74,20 (anterior, R$ 74,22).
Os números do relatório mostram a produção dos EUA nos mesmos níveis de novembro, 384,6MT. As exportações, porém, dada a boa demanda, são majoradas em quase 4,0MT, para 62,9MT. Com o aumento da demanda externa, somado com mais consumo doméstico, os estoques finais sofrem um corte superior a 5,0MT de um mês para o outro, avaliados, agora, em 44,2MT.
Estes foram os dados mais relevantes do relatório, que tiveram impacto também nos estoques finais globais, que caem de 304,1MT, para a nova previsão de 296,5MT.
Brasil segue com estimativa de produção em 127,0MT e exportações de 48,0MT para 2024/25; na estação 2023/24 a produção ficou em 122,0MT e exportações de 41,5MT.
Mercado segue focado no bom equilíbrio entre oferta e demanda – que acaba acomodando as pressões vendedoras e compradoras, sem maiores sobressaltos.
No oeste do Paraná, indicações de compra na faixa de R$ 68,50 /70,00 – dependendo de prazo de pagamento e localização do lote. Nos portos, as indicações giram na faixa de R$ 73,00/75,00 por saca.
– CÂMBIO – Neste momento opera em alta, a R$ 6,06. Ontem, fechou em R$ 6,047.
TAGS:
Commoditites - soja - milho
- trigo
- CBOT - Camilo Motter analista de mercado - Corretora Granoeste boletim diário
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Leia também: