Soja inicia a semana em alta na Bolsa de Chicago
Mercado reage à melhora na demanda externa e acompanha avanço da colheita no Brasil
Por: Camilo Motter
O cenário internacional mostra maior confiança em relação à demanda, impulsionada pela retomada das conversas comerciais entre China e Estados Unidos. Além disso, o frio intenso em grande parte do território norte-americano tende a estimular a estocagem e elevar o consumo de rações.
VEJA TAMBÉM:
Dados recentes indicam que as vendas de soja dos Estados Unidos, na semana encerrada em 15 de janeiro, somaram 2,45 milhões de toneladas. Com isso, o volume total da temporada alcança 33 milhões de toneladas, ainda 22% abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. Apesar da queda anual, o ritmo mais forte das vendas trouxe alívio ao mercado.
Os embarques norte-americanos também foram relevantes na semana, totalizando 1,34 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os envios chegam a 19,34 milhões de toneladas, número 40% inferior ao do ano passado. A expectativa é de melhora gradual nos próximos meses.
Na América do Sul, as atenções seguem divididas. No Brasil, a colheita avança e já atinge cerca de 6,4% da área, acima dos 3,9% observados no mesmo período do ano passado e levemente acima da média histórica. Na Argentina, por outro lado, o risco de avanço do tempo seco gera preocupação entre os produtores.
No mercado interno, o ritmo segue lento. Os preços permanecem pressionados, comportamento típico do início da colheita, quando uma safra volumosa começa a entrar no mercado. Grande parte dos primeiros volumes é direcionada ao cumprimento de contratos fechados antecipadamente.
De acordo com a Granoeste, os prêmios nos portos brasileiros variam, no mercado spot, entre 60 e 80 centavos de dólar por bushel. Para março, os valores ficam entre 20 e 35 centavos, enquanto para abril variam de 15 a 30 centavos.
As indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 116,00 e R$ 120,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam de R$ 126,00 a R$ 130,00, conforme prazo de pagamento, local de entrega e período de embarque.
TAGS:
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Dados recentes indicam que as vendas de soja dos Estados Unidos, na semana encerrada em 15 de janeiro, somaram 2,45 milhões de toneladas. Com isso, o volume total da temporada alcança 33 milhões de toneladas, ainda 22% abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior. Apesar da queda anual, o ritmo mais forte das vendas trouxe alívio ao mercado.
Os embarques norte-americanos também foram relevantes na semana, totalizando 1,34 milhão de toneladas. No acumulado da temporada, os envios chegam a 19,34 milhões de toneladas, número 40% inferior ao do ano passado. A expectativa é de melhora gradual nos próximos meses.
Cenário no Brasil
Na América do Sul, as atenções seguem divididas. No Brasil, a colheita avança e já atinge cerca de 6,4% da área, acima dos 3,9% observados no mesmo período do ano passado e levemente acima da média histórica. Na Argentina, por outro lado, o risco de avanço do tempo seco gera preocupação entre os produtores.
No mercado interno, o ritmo segue lento. Os preços permanecem pressionados, comportamento típico do início da colheita, quando uma safra volumosa começa a entrar no mercado. Grande parte dos primeiros volumes é direcionada ao cumprimento de contratos fechados antecipadamente.
De acordo com a Granoeste, os prêmios nos portos brasileiros variam, no mercado spot, entre 60 e 80 centavos de dólar por bushel. Para março, os valores ficam entre 20 e 35 centavos, enquanto para abril variam de 15 a 30 centavos.
As indicações de compra no oeste do Paraná giram entre R$ 116,00 e R$ 120,00 por saca. Em Paranaguá, os preços variam de R$ 126,00 a R$ 130,00, conforme prazo de pagamento, local de entrega e período de embarque.
TAGS:
Soja - CBOT - Commodity
- Cotação
- Conab
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Leia também: