A gestão eficiente das etapas posteriores à retirada da safra do campo será um dos principais focos técnicos apresentados durante a 49ª Expointer, realizada no Parque Estadual de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS). O evento destaca inovações e práticas de manejo que auxiliam produtores rurais a aprimorar os processos de secagem e armazenagem de cereais, mitigando perdas físicas e financeiras, otimizando o gasto energético e reduzindo as emissões de gases de efeito estufa.
Entre as tecnologias em demonstração estão sensores de monitoramento contínuo de temperatura e umidade relativa no interior das estruturas estáticas. As ferramentas permitem detectar precocemente alterações no ambiente dos silos e intervir antes que focos de calor ou proliferação fúngica depreciem o produto.
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Paralelamente, painéis de controle automatizado para sistemas de aeração e secagem acionam os motores e queimadores estritamente quando necessário, evitando desperdício de eletricidade e queima excessiva de biomassa ou combustível fóssil.
Manejo na colheita e autonomia com silos secadores na propriedade
Além dos recursos digitais, a preservação da qualidade da safra depende do rigor operacional em cada etapa. Medidas como a calibração precisa das colheitadeiras para mitigar quebras mecânicas no campo, a medição correta da umidade na recepção, além de procedimentos de pré-limpeza e padronização, são indispensáveis para evitar a desvalorização comercial do lote.
Para a agricultura familiar, a descentralização da armazenagem desponta como uma estratégia de viabilidade econômica e soberania alimentar. O extensionista rural Rodrigo Sasso destaca que soluções adaptadas à escala da pequena propriedade garantem independência operacional ao produtor:
"O modelo de silo secador garante para a pequena propriedade a possibilidade de secar e armazenar esse grão na propriedade. É uma construção simples, feita de alvenaria, com capacidade a partir de 500 até 3 mil sacos, que possui um sistema de aeração e permite que o fluxo de ar seque os grãos de forma natural."
Segundo o especialista, a infraestrutura própria de estocagem permite criar reservas estratégicas de alimento para os animais, formar capital de giro e comercializar a safra em momentos de maior rentabilidade no mercado físico.
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