Onda de calor aumenta risco para lavouras e pecuária no Sul do Brasil
Altas temperaturas elevam o estresse térmico e hídrico nas atividades agropecuárias
Por: Redação RuralNews
De forma geral, a permanência de temperaturas elevadas por vários dias consecutivos intensifica os efeitos do déficit hídrico no solo. Assim, o calor favorece o aumento do estresse térmico e hídrico tanto nas culturas agrícolas quanto nos rebanhos.
VEJA TAMBÉM:
Nas lavouras de soja em fase vegetativa, o estresse térmico associado à falta de água pode acelerar o envelhecimento das folhas inferiores. Além disso, em diversas áreas, culturas como milho, soja, feijão e arroz irrigado atravessam fases críticas de florescimento e enchimento de grãos.
Nesse contexto, o calor excessivo pode provocar falhas na formação dos grãos e, consequentemente, reduzir a produtividade. Portanto, produtores devem manter atenção redobrada às condições das lavouras nos próximos dias.
A redução da umidade do solo compromete a qualidade das pastagens e limita o rebrote das plantas forrageiras. Por isso, técnicos recomendam evitar o sobrepastejo como forma de minimizar perdas no ganho de peso dos animais.
Na pecuária, as altas temperaturas afetam diretamente o bem-estar dos bovinos. O calor intenso reduz o consumo alimentar e prejudica o desempenho produtivo. Assim, práticas de manejo como oferta constante de água e áreas de sombra tornam-se essenciais para reduzir os impactos.
Embora as temperaturas apresentem leve queda no fim de semana, a tendência para a próxima semana indica novo aumento térmico em praticamente toda a Região Sul. Ao mesmo tempo, os níveis de umidade do solo devem continuar em queda no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No extremo sul do Rio Grande do Sul, os percentuais de umidade podem ficar abaixo de 20%. Dessa forma, a combinação entre calor persistente e baixa disponibilidade hídrica tende a agravar o déficit hídrico e ampliar os impactos sobre os sistemas produtivos da região.
TAGS:
Texto publicado originalmente em Clima e tempo
Impactos nas lavouras
Calor intenso e baixa umidade elevam riscos para lavouras e pecuária no Sul do Brasil. Foto: Inmet / Divulgação
Nas lavouras de soja em fase vegetativa, o estresse térmico associado à falta de água pode acelerar o envelhecimento das folhas inferiores. Além disso, em diversas áreas, culturas como milho, soja, feijão e arroz irrigado atravessam fases críticas de florescimento e enchimento de grãos.
Nesse contexto, o calor excessivo pode provocar falhas na formação dos grãos e, consequentemente, reduzir a produtividade. Portanto, produtores devem manter atenção redobrada às condições das lavouras nos próximos dias.
Pastagens e pecuária
A redução da umidade do solo compromete a qualidade das pastagens e limita o rebrote das plantas forrageiras. Por isso, técnicos recomendam evitar o sobrepastejo como forma de minimizar perdas no ganho de peso dos animais.
Na pecuária, as altas temperaturas afetam diretamente o bem-estar dos bovinos. O calor intenso reduz o consumo alimentar e prejudica o desempenho produtivo. Assim, práticas de manejo como oferta constante de água e áreas de sombra tornam-se essenciais para reduzir os impactos.
Previsão do tempo
Embora as temperaturas apresentem leve queda no fim de semana, a tendência para a próxima semana indica novo aumento térmico em praticamente toda a Região Sul. Ao mesmo tempo, os níveis de umidade do solo devem continuar em queda no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
No extremo sul do Rio Grande do Sul, os percentuais de umidade podem ficar abaixo de 20%. Dessa forma, a combinação entre calor persistente e baixa disponibilidade hídrica tende a agravar o déficit hídrico e ampliar os impactos sobre os sistemas produtivos da região.
TAGS:
Onda de calor - Previsão do tempo - Clima
- Climatempo
- Pecuária -
Texto publicado originalmente em Clima e tempo
Leia também: