As exportações da Região Nordeste somaram US$ 3 bilhões em agosto, consolidando o maior faturamento mensal do comércio exterior regional em 2026. Com importações fechadas em US$ 2,87 bilhões, a balança comercial nordestina anotou um superávit líquido de US$ 141,9 milhões, de acordo com dados oficiais da plataforma Data Nordeste, administrada pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
O resultado sinaliza uma virada expressiva de trajetória frente a agosto de 2025, ocasião em que a região havia registrado déficit de US$ 500 milhões, configurando um ganho comparativo de US$ 641,9 milhões entre os dois saldos. Trata-se do terceiro mês com saldo comercial favorável no ano, repetindo o desempenho observado em abril e junho.
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O avanço foi alcançado durante o primeiro mês integral de vigência das novas tarifas alfandegárias norte-americanas, que entraram em operação em julho sobre itens brasileiros com exceções pontuais.
China lidera embarques e Espanha cresce 176%
O mercado chinês manteve a liderança isolada entre os compradores externos do Nordeste, absorvendo US$ 797,6 milhões em agosto (ante US$ 518,6 milhões no mesmo mês de 2025). Os Estados Unidos ocuparam a segunda posição com compras de US$ 432 milhões (contra US$ 233,9 milhões do ciclo anterior), seguidos pela Espanha, que saltou da quinta para a terceira colocação global ao registrar US$ 283,7 milhões em pedidos, frente a US$ 102,6 milhões em agosto do ano passado.
Conforme a Coordenação de Avaliação e Estudos da Sudene, o comércio com a Espanha foi impulsionado pelo agronegócio (US$ 133,3 milhões) e pela indústria extrativa (US$ 42,4 milhões). A soja foi o grande catalisador das negociações com o mercado espanhol, somando US$ 118,3 milhões (+85,7% na base anual), acompanhada por concentrados de cobre (US$ 42,2 milhões), café (US$ 8,1 milhões) e farelo de soja (US$ 6,0 milhões).
Força do Matopiba e liderança municipal
Entre os grupamentos da pauta de exportação, o complexo vegetal liderou as divisas, movimentando cerca de US$ 1 bilhão. A Bahia respondeu por aproximadamente US$ 500 milhões dessa fatia, seguida pelo Maranhão, com US$ 300 milhões. A soja cultivada na fronteira agrícola do Matopiba atingiu US$ 766 milhões em exportações, direcionada prioritariamente aos portos chineses.
No ranking das cidades mais exportadoras da região:
Luís Eduardo Magalhães (BA): Liderou os envios regionais com US$ 280,6 milhões;
Balsas (MA): Garantiu a vice-liderança ao movimentar US$ 172,1 milhões;
Complexo mineral e derivados: Registrou US$ 500 milhões (com petróleo somando US$ 360,8 milhões);
Metais e obras: Movimentaram US$ 249,2 milhões, com polo concentrado no Ceará (US$ 220 milhões).
Nas compras externas, o Nordeste absorveu US$ 2,87 bilhões, tendo como fornecedores os Estados Unidos (US$ 1 bilhão), a China (US$ 664,3 milhões) e a Índia (US$ 137 milhões), focadas em insumos minerais, máquinas e materiais elétricos desembarcados em Camaçari (BA), Ipojuca (PE) e São Luís (MA).
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