A produção industrial de Goiás registrou avanço de 0,8% em julho, na série com ajuste sazonal, superando o desempenho médio da indústria nacional, que cresceu apenas 0,2% no mesmo intervalo. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu dois meses consecutivos de retração no parque fabril goiano, após quedas apuradas em maio (-0,9%) e junho (-1,7%).
No confronto direto com igual mês do ano anterior, o crescimento estadual foi ainda mais expressivo, atingindo 2,7%, enquanto a média brasileira recuou 0,5% e quebrou uma sequência de quatro meses positivos. Com essa trajetória, Goiás acumula expansão de 2,6% de janeiro a julho e alta de 3,3% no acumulado dos últimos 12 meses — patamares substancialmente superiores aos índices nacionais, que marcaram 1,1% e 0,6%, respectivamente.
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O desempenho garantiu ao estado o quarto maior crescimento na passagem mensal entre as 14 praças analisadas pelo IBGE, posicionando-se atrás apenas de Amazonas (14,6%), Espírito Santo (2,0%) e Rio Grande do Sul (1,2%), enquanto estados como Mato Grosso (-9,0%) e Pará (-4,5%) lideraram as retrações.
Biocombustíveis e setor farmacêutico sustentam alta
A cadeia agroindustrial de energia limpa consolidou-se como um dos principais motores do índice estadual. O segmento de fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis saltou 10,0% em julho ante o mesmo mês de 2025, completando sete meses consecutivos de crescimento contínuo em Goiás. No cenário nacional, a mesma atividade avançou apenas 0,6%, ampliando a vantagem competitiva das usinas goianas, puxadas pela moagem de cana para álcool etílico e pela fabricação de biodiesel.
Outro pilar de destaque foi a indústria farmoquímica e farmacêutica, concentrada fortemente no polo de Anápolis. O setor disparou 23,3% em relação a julho do ano anterior, acumulando oito resultados positivos seguidos no estado. Enquanto a produção farmacêutica brasileira encolheu 13,7% no mês, Goiás manteve trajetória de expansão acentuada, acumulando salto de 22,4% no ano, contra apenas 5,8% da média do país.
Alimentos mantêm trajetória de contração
Em sentido oposto, a indústria de fabricação de produtos alimentícios segue pressionada por margens e custos operacionais:
Desempenho mensal em Goiás: Queda de 2,6% na comparação anual, assinalando o sétimo mês consecutivo de retração;
Acumulado do setor no estado: Desvalorização acumulada de 2,6% entre janeiro e julho;
Cenário nacional de alimentos: Recuo idêntico de 2,6% em julho, mas preservando ligeiro ganho de 0,4% no acumulado do ano.
O recuo na atividade de alimentos reflete a menor liquidez em determinadas cadeias de processamento de matérias-primas agropecuárias, compensada pela força energética dos biocombustíveis e pela demanda farmacêutica.
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