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Safra recorde de soja no Brasil marca 2025 e destaca peso da China

Análise mostra que clima, estoques elevados e acordos comerciais moldaram o mercado em 2025 e devem influenciar o cenário global da soja em 2026

Safra recorde de soja no Brasil marca 2025 e destaca peso da China

Safra recorde consolida o Brasil como principal fornecedor de soja para a China em 2025.

Foto do autor Redação RuralNews
16/01/2026 |

O mercado global de soja em 2025 foi marcado por uma safra recorde no Brasil, desafios climáticos na América do Sul e forte participação da China nas importações. A avaliação é da equipe de Inteligência de Mercado da StoneX, que analisou os principais movimentos do setor e traçou perspectivas para 2026.

No Brasil, apesar da produção nacional histórica, o Rio Grande do Sul registrou perdas expressivas devido às condições climáticas adversas. Ainda assim, a maioria dos estados alcançou produtividades elevadas, algumas em níveis recordes, o que garantiu ampla oferta da oleaginosa ao longo do ano.

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Na Argentina, o clima também trouxe incertezas, mas a colheita ocorreu dentro de um patamar considerado robusto. Com a consolidação da safra 2024/25, a produção global superou o consumo, elevando os estoques e limitando movimentos mais fortes de alta nos preços internacionais.

Segundo a StoneX, a demanda mundial por soja segue em crescimento, porém em ritmo mais previsível. A produção tem acompanhado esse avanço e, nos últimos anos, não houve quebras relevantes capazes de comprometer o balanço global, mesmo com oscilações climáticas.

No comércio internacional, as relações entre China e Estados Unidos voltaram ao centro das atenções. Após um período de taxações e restrições, os países firmaram acordos que retomaram o fluxo comercial. Em 2025, a China concentrou suas compras na safra recorde brasileira, importando mais de 85 milhões de toneladas de soja.

Com o acordo fechado em outubro de 2025, a expectativa é de que a China adquira cerca de 12 milhões de toneladas de soja norte-americana até fevereiro de 2026. Para os três anos seguintes, as compras anuais podem alcançar 25 milhões de toneladas, volumes próximos aos registrados antes do agravamento das tensões comerciais.

Perspectivas para 2026


Para a safra 2025/26, as projeções seguem positivas. O Brasil caminha para um novo recorde de produção, enquanto a Argentina tende a manter bons resultados, mesmo com redução de área plantada. Nos Estados Unidos, a soja perdeu espaço para o milho, com queda de 7% na área, que somou 32,86 milhões de hectares.

Ainda assim, a produção norte-americana permaneceu elevada, estimada em 116 milhões de toneladas, com produtividade média recorde de 3,56 toneladas por hectare. O cenário global segue com produção superior ao consumo, embora a diferença deva diminuir em 2026, mantendo os estoques elevados.

Apesar do potencial brasileiro de ampliar exportações, a StoneX aponta que o ritmo de crescimento das importações chinesas já não é tão intenso quanto em anos anteriores. Margens mais apertadas na indústria suína e um crescimento econômico mais moderado na China geram dúvidas sobre o avanço da demanda. Mesmo assim, o país segue como o principal destino da soja brasileira no mercado internacional.




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