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Fávaro e Haddad discutem taxa de juros e funding para o Plano Safra

Reunião entre os ministros também abordou mudanças no Seguro Rural e lançamento do Eco Invest

Fávaro e Haddad discutem taxa de juros e funding para o Plano Safra

Carlos Fávaro e Fernando Haddad durante reunião para discutir o novo Plano Safra. Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária/Divulgação

Foto do autor Redação RuralNews
10/04/2025 |

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) segue avançando na elaboração do Plano Safra 2025/2026. Nesta quarta-feira (9), o ministro Carlos Fávaro voltou a se reunir com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para tratar de estratégias voltadas à ampliação das fontes de financiamento e à manutenção de taxas de juros atrativas para o crédito rural.

Entre os pontos discutidos, está a modernização do Seguro Rural e o lançamento do Eco Invest Brasil, iniciativa que integra o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), voltado à restauração de áreas com potencial produtivo.

Um dos destaques do novo plano é o apoio ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com o objetivo de manter os juros próximos aos atuais 8% ao ano. A medida busca incentivar a produção de alimentos como arroz, feijão e batata. “Queremos garantir que os médios produtores tenham acesso a crédito com condições favoráveis, assegurando a oferta de alimentos que vão para a mesa dos brasileiros”, afirmou Fávaro.

Para os demais perfis de produtores, especialmente os voltados à exportação, o governo avalia a criação de linhas de crédito dolarizadas, com juros menores e sem impacto para o Tesouro Nacional. Segundo Fávaro, todas as alternativas seguem em análise para garantir um plano robusto e com amplo acesso ao crédito.

Seguro Rural em pauta

Com as mudanças no clima cada vez mais frequentes, o ministro defendeu uma força-tarefa com a equipe econômica da Fazenda para atualizar o modelo de seguro agrícola. Uma das propostas debatidas é a adoção do seguro paramétrico, baseado em parâmetros científicos e registros climáticos. O modelo, que pode ser aplicado de forma universalizada, prevê opções de securitização por custo ou por produção, com diferentes taxas.

Recuperação de pastagens com foco ambiental

Outro tema tratado no encontro foi o Eco Invest Brasil, que será lançado em breve pelo governo federal. O programa busca atrair capital estrangeiro para financiar a recuperação de áreas já degradadas, por meio de práticas sustentáveis. Com juros mais acessíveis, os recursos serão usados para ampliar a produção de alimentos, sem comprometer áreas preservadas.

De acordo com Fávaro, a expectativa é recuperar entre 1,5 milhão e 2 milhões de hectares por ano, o que pode dobrar a área cultivável no país sem necessidade de desmatamento. “Vamos recuperar o solo e transformá-lo em áreas produtivas com responsabilidade socioambiental”, ressaltou.

As equipes técnicas do Mapa e da Fazenda continuam trabalhando em conjunto para finalizar os detalhes do novo Plano Safra, com encontros frequentes entre os ministros para definir as diretrizes.