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Mulheres de Maringá estão entre os destaques da revista Forbes

Seis dos 100 nomes divulgados pela publicação sobre representação feminina no campo são do Paraná. Confira a continuação das histórias

Mulheres de Maringá estão entre os destaques da revista Forbes

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08/12/2021 |

Cada vez mais mulheres vêm conquistando espaços no setor agropecuário, seja como líderes rurais, produtoras ou profissionais. Em outubro, a revista Forbes lançou sua primeira lista “100 Mulheres Poderosas do Agro”, destacando figuras femininas que são protagonistas em diferentes esferas do agronegócio. Neste grupo, seis nomes são de origem paranaense. Na edição 1550, do Boletim Informativo do Sistema FAEP/SENAR-PR, começamos a contar as histórias destas superpoderosas do agro, com as duas representantes de Castro, nos Campos Gerais. Leia a continuação nesta e na próxima edição da revista, que encerrará a série.

Cecília de Mello Falavigna – Maringá

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Há 24 anos, Cecília Falavigna viu sua vida mudar de um dia para o outro. Em 1997, Cecília perdeu o marido, responsável pela administração da propriedade rural em Floraí, município próximo a Maringá. Além de aprender a conviver com o luto, Cecília se viu diante do desafio de comandar os negócios da família. Ela, que trabalhou a vida como professora e se dedicou à criação dos três filhos, não tinha experiência no campo. “Sempre trabalhei na área de educação e nunca acompanhei os negócios na fazenda. Foi um choque muito grande. Tive que arregaçar as mangas e seguir em frente com muita garra”, conta.

Decidida a continuar o legado da família, Cecília procurou ajuda na cooperativa Cocamar, da qual o marido sempre foi associado. A ex-professora começou do zero, fazendo cursos, conversando com profissionais e outros produtores. “Não tinha parentes ou conhecidos para me apoiar, passei a conhecer pessoas da agricultura a partir da necessidade. Na cooperativa, sempre me acolheram muito bem, então aproveitei tudo que ofereciam. Foram anos de estudo”, diz.

Aos poucos, Cecília foi se inteirando dos negócios, com ajuda da cooperativa e dos funcionários da propriedade. Em 2009, participou do Programa Mulher Atual, do Sistema FAEP/ SENAR-PR, algo que lembra com muito carinho. “Foi um curso que me marcou bastante”, afirma.

Além das dificuldades de aprender um novo negócio, Cecília ainda precisava lidar com o machismo do setor. Apesar do suporte dado pela cooperativa, ela se sentia sozinha enquanto mulher, pois a participação feminina era muito pequena. A partir daí, decidiu formar um grupo de mulheres para fortalecerem umas às outras.

“Antigamente, a gente não ouvia falar de mulheres participando do agro. Hoje, vemos esse crescimento do posicionamento feminino. É motivo de orgulho para nós que isso reflita para outras chegarem onde chegamos. Temos que dar bons exemplos”, aponta.

Por meio de muito estudo e dedicação, Cecília aprendeu a ser produtora rural. Assumiu o comando da propriedade, buscou melhorias, reavaliou decisões, renovou maquinário e investiu em tecnologia. Percebeu que o gado que tinha na propriedade não estava sendo uma boa opção. Decidiu trocar o pasto por pomares de laranja. A produção conquistou olhares e passou a ser referência dentro da cooperativa.

“Aos poucos fui adquirindo facilidade e perdendo o receio. Hoje eu agradeço por ter enfrentado o desafio e encarado as dificuldades”, relembra. “Por isso eu digo para as mulheres não terem medo de tomarem atitude e estarem junto nos negócios, acompanhando as atividades, para não serem surpreendidas com os obstáculos”, aconselha.

De professora, Cecília se tornou uma personalidade do campo, com mais de 480 hectares de produção de soja, milho e laranja em duas propriedades, em Floraí. Ganhou reconhecimento pelos resultados alcançados, principalmente em termos de produtividade. Foi premiada três vezes pelo Comitê Estratégico Soja Brasil (Cesb) no Desafio Nacional de Máxima Produtividade da Soja, nas safras 2013/14, 2014/15 e 2016/17. Ainda, a produtora ganhou outros prêmios e viajou o Brasil contando sua história. Também ocupa o cargo de vice-presidente da Sociedade Rural de Maringá (SRM).

“Se estou dando o meu melhor e tendo resultados melhores, quero mostrar para outros agricultores que eles também conseguem, que investimento e persistência levam ao sucesso lá na frente”, garante.

Hoje com 76 anos, Cecília está se preparando junto ao filho mais velho para fazer a sucessão dos negócios. Decidiu que está na hora de descansar e acredita que é importante que os mais jovens continuem a construir o agro brasileiro. Apesar de ter trocado as salas de aula pelo campo, Cecília nunca perdeu seu amor pela educação. Afinal, como ela reforça, foi por meio do estudo que conquistou tudo o que tem. Esse é o recado para outras mulheres. “As mulheres podem estar onde quiserem, desde que aproveitem as oportunidades e estudem. A dificuldade existe, mas ela te ensina”, finaliza.

Maria Iraclézia de Araújo – Maringá

A história de Maria Iraclézia começou no campo, a quase 3 mil quilômetros de Maringá, no Norte paranaense. Natural de Acopiara, no Ceará, foi nascida e criada em uma comunidade rural, ao lado dos seis irmãos mais velhos, acompanhando o pai nas plantações de algodão, milho e feijão. Aos 14 anos, foi cursar o Ensino Médio na Escola Agrotécnica Federal de Iguatu,sendo a primeira mulher a se formar Técnica em Agropecuária na instituição.

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