Logística de grãos: como reduzir os custos com pedágio rodoviário
Thiago Cardoso
O transporte é uma das etapas mais complexas – e caras – da logística de grãos, representando em média 15% do valor final do produto, podendo variar para mais ou para menos a depender da rota e distância percorrida. Essa despesa só fica atrás dos custos de produção em si.
O escoamento de grãos das regiões produtoras para as agroindústrias ou para os portos se faz predominantemente pelo modal rodoviário. Estima-se que 65% dos grãos no Brasil sejam movimentados por rodovias.
Sendo assim, o alto custo dos combustíveis e dos pedágios, que somados representam até 60% do custo de transporte, tem impacto direto no valor do frete. Por isso, é essencial que o setor encontre alternativas eficientes de fazer a gestão dessas contas, visando otimizar os gastos com pedágio e buscar eficiência nas melhores rotas a serem percorridas.
Dessa forma, na tentativa de mitigar os custos logísticos, deve-se buscar meios para otimizar as rotas e aperfeiçoar a gestão das despesas com pedágio.
Quantas estradas são pedagiadas no Brasil?
O Brasil lidera o ranking mundial de concessões da malha viária à iniciativa privada. São 461 praças de pedágio distribuídas nos estados brasileiros, conforme listado na tabela abaixo. Na tabela também é possível visualizar os valores máximos e mínimos das praças de pedágio, considerando uma carreta de 6 eixos, principal veículo utilizado no transporte de grãos.
A partir dessas informações é possível observar que a passagem por praças de pedágio se faz presente em diversos fluxos de escoamento de grãos, seja em viagens até os portos ou nas rotas de abastecimento de regiões agroindustriais, evidenciando a necessidade de controle e gestão dos pedágios através de ferramentas que permitam o controle de ganhos e perdas.
Em 2023, segundo projeção da CNT, o setor de transportes gastou cerca de R$ 25 bilhões com pedágios no Brasil. O valor representa cerca de 2% do custo total do transporte no país.