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Exportações de café caem 20% em outubro, mas receita cresce 12,6%

Embarques brasileiros de café recuam 20% em outubro, mas faturamento aumenta com valorização do grão no mercado externo

Exportações de café caem 20% em outubro, mas receita cresce 12,6%

Queda era esperada após recordes de 2024 e impacto do tarifaço dos EUA. Foto: Canva

Foto do autor Redação RuralNews
13/11/2025 |

As exportações brasileiras de café somaram 4,141 milhões de sacas de 60 kg em outubro, volume 20% menor que o registrado no mesmo mês de 2024, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé). Apesar da queda, a receita cambial cresceu 12,6%, totalizando US$ 1,654 bilhão.

No acumulado dos quatro primeiros meses da safra 2025/26, os embarques recuaram 20,3%, somando 13,846 milhões de sacas. Mesmo assim, a receita subiu 12,4%, alcançando US$ 5,185 bilhões.

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Já no ano civil, de janeiro a outubro, o país exportou 33,279 milhões de sacas, também 20,3% abaixo das 41,769 milhões registradas em 2024. Por outro lado, a receita avançou 27,6%, atingindo US$ 12,715 bilhões.

Cenário global e desafios logísticos


De acordo com o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, a retração dos embarques já era esperada após o desempenho recorde de 2024 e diante de uma safra menor. Além disso, ele cita gargalos logísticos e a nova taxação imposta pelos Estados Unidos como fatores de pressão.

“O recuo das exportações era aguardado, principalmente por virmos de remessas recordes e de uma safra com menor potencial produtivo. Adicionalmente, a infraestrutura defasada nos portos e o tarifaço de 50% imposto pelos EUA agravaram o cenário”, afirmou Ferreira.

Impacto do tarifaço dos EUA


Entre agosto e outubro, período de vigência da tarifa de 50% sobre o café brasileiro, os embarques aos EUA caíram 51,5%, totalizando 983,9 mil sacas. Ferreira alerta que o mercado americano já começa a substituir o produto nacional em alguns blends.

“Isso muda o paladar do consumidor. Se as tarifas demorarem mais a cair, pode ser difícil o Brasil recuperar sua fatia tradicional nos EUA”, disse.

Segundo ele, o setor tenta transferir o produto da seção 3 para a seção 2 da ordem executiva americana — o que permitiria tarifa zero nas importações. Enquanto isso, o Cecafé mantém diálogo com torrefadores americanos, a embaixada brasileira em Washington e o governo federal para viabilizar o acordo.

Principais destinos


Mesmo com a retração nas exportações, os Estados Unidos continuam como o principal destino do café brasileiro, com 4,711 milhões de sacas importadas entre janeiro e outubro, uma queda de 28,1% em relação a 2024.

Logo atrás aparecem a Alemanha, com 4,339 milhões de sacas (redução de 35,4%), e a Itália, que adquiriu 2,684 milhões (queda de 19,7%). O Japão registrou aumento de 18,5%, com 2,182 milhões de sacas compradas, enquanto a Bélgica reduziu as importações em 47,5%, totalizando 1,912 milhão de sacas.

Ou seja, apesar do recuo em volume, o café brasileiro continua presente nos principais mercados consumidores do mundo.

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