Milho recua em Chicago e mercado segue cauteloso
O milho opera em baixa em Chicago nesta quarta-feira, enquanto o mercado brasileiro acompanha colheita, início das exportações e câmbio em queda
Por: Redação RuralNews
No Brasil, a B3 apresenta variações pontuais. O contrato março é cotado a R$ 70,30, levemente acima do fechamento anterior, enquanto o vencimento maio opera em R$ 70,05. Apesar disso, o ritmo de negócios segue contido, com compradores e vendedores demonstrando cautela diante do cenário de preços e do avanço da safra.
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De acordo com análise da Granoeste, o mercado doméstico acompanha atentamente o comportamento da oferta, da demanda e do câmbio, que também influencia diretamente a formação dos preços internos.
As exportações brasileiras de milho começam a dar os primeiros sinais na temporada 2026/27. Para fevereiro, o line-up dos portos indica embarques próximos de 770 mil toneladas. Embora o volume seja reduzido, ele marca o início do fluxo exportador do ciclo, típico para este período do ano.
No Paraná, levantamento do Deral aponta que a colheita do milho verão alcança 10% da área cultivada. A área semeada soma 340 mil hectares, com produção estimada em 3,47 milhões de toneladas. Paralelamente, o plantio do milho safrinha avança e já atinge 12% no estado.
Ainda segundo o Deral, a área da safrinha deve crescer cerca de 1% em relação ao ciclo anterior, totalizando 2,84 milhões de hectares. No entanto, a produção tende a recuar e está estimada em 17,4 milhões de toneladas, abaixo das 17,6 milhões colhidas na safra passada.
Outro ponto de atenção envolve o comércio exterior. Conforme informações divulgadas pela agência Reuters, o Brasil realizará a primeira exportação de DDG para a China, com um volume de 62 mil toneladas. O produto, subproduto da produção de etanol, possui alto valor proteico e pode substituir parcialmente o milho e o farelo de soja na formulação de rações.
No mercado físico, as indicações de compra seguem escassas. No oeste do Paraná, os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 62,00. Em Paranaguá, para milho safrinha, as referências ficam próximas de R$ 65,00 por saca, dependendo do prazo de pagamento, da localização e das condições de entrega.
Já o câmbio opera em queda nesta manhã, com o dólar ao redor de R$ 5,22, após ter fechado a sessão anterior a R$ 5,247, fator que adiciona pressão sobre os preços internos do cereal.
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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
De acordo com análise da Granoeste, o mercado doméstico acompanha atentamente o comportamento da oferta, da demanda e do câmbio, que também influencia diretamente a formação dos preços internos.
Colheita avança no Brasil e exportações começam a ganhar ritmo
As exportações brasileiras de milho começam a dar os primeiros sinais na temporada 2026/27. Para fevereiro, o line-up dos portos indica embarques próximos de 770 mil toneladas. Embora o volume seja reduzido, ele marca o início do fluxo exportador do ciclo, típico para este período do ano.
No Paraná, levantamento do Deral aponta que a colheita do milho verão alcança 10% da área cultivada. A área semeada soma 340 mil hectares, com produção estimada em 3,47 milhões de toneladas. Paralelamente, o plantio do milho safrinha avança e já atinge 12% no estado.
Ainda segundo o Deral, a área da safrinha deve crescer cerca de 1% em relação ao ciclo anterior, totalizando 2,84 milhões de hectares. No entanto, a produção tende a recuar e está estimada em 17,4 milhões de toneladas, abaixo das 17,6 milhões colhidas na safra passada.
Outro ponto de atenção envolve o comércio exterior. Conforme informações divulgadas pela agência Reuters, o Brasil realizará a primeira exportação de DDG para a China, com um volume de 62 mil toneladas. O produto, subproduto da produção de etanol, possui alto valor proteico e pode substituir parcialmente o milho e o farelo de soja na formulação de rações.
No mercado físico, as indicações de compra seguem escassas. No oeste do Paraná, os preços variam entre R$ 59,00 e R$ 62,00. Em Paranaguá, para milho safrinha, as referências ficam próximas de R$ 65,00 por saca, dependendo do prazo de pagamento, da localização e das condições de entrega.
Já o câmbio opera em queda nesta manhã, com o dólar ao redor de R$ 5,22, após ter fechado a sessão anterior a R$ 5,247, fator que adiciona pressão sobre os preços internos do cereal.
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- camilo motter
Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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