Milho 26-01-2026 | 10:19:00

Milho recua em Chicago apesar de exportações fortes

Exportações aquecidas sustentam o milho no mercado internacional, enquanto preços internos seguem pressionados no Brasil

Por: Camilo Motter

No mercado brasileiro de futuros, a B3 apresentou movimento positivo. O contrato março operava a R$ 69,20, ante R$ 68,84 no fechamento anterior, enquanto a posição maio era negociada a R$ 68,60, frente a R$ 68,42.
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No cenário internacional, as exportações de milho dos Estados Unidos seguem em ritmo elevado. Na semana anterior, as vendas externas somaram 4 milhões de toneladas, um dos maiores volumes já registrados para o período, ficando atrás apenas das marcas de 1999 e 2021. Desde o início do ano comercial, em setembro, as vendas acumulam 56 milhões de toneladas, acima das 41,9 milhões do mesmo intervalo da temporada passada.

Os embarques norte-americanos também avançam de forma consistente e já atingem 29,9 milhões de toneladas. Esse volume representa aumento de 55% em relação ao registrado no mesmo período do ciclo anterior, reforçando o bom desempenho da demanda externa.

Mercado brasileiro



No Brasil, o mercado interno segue pressionado. A entrada do milho verão em algumas regiões, somada à logística concentrada na soja, limita a reação dos preços. De acordo com o levantamento da Safras Mercado, a colheita do milho verão alcança 6,4% da área, abaixo dos 10,3% do mesmo período do ano passado e da média histórica de 9%.

No Rio Grande do Sul, os trabalhos já atingem 21,3% da área. Em Santa Catarina, o índice chega a 4,9%, enquanto no Paraná a colheita ainda avança lentamente. Já no Mato Grosso, dados do IMEA indicam que o plantio da safrinha alcança 7,7%, acima dos 1,1% registrados no ano anterior.

No mercado físico, as indicações de compra no oeste do Paraná são pontuais, variando entre R$ 61,00 e R$ 63,00 por saca. Em Paranaguá, há apenas referências entre R$ 68,00 e R$ 70,00, conforme prazo de pagamento e características do lote.

O câmbio opera estável, próximo de R$ 5,28, após fechar a sessão anterior a R$ 5,286. Segundo a Granoeste, o comportamento do dólar segue como fator de atenção para a formação dos preços no mercado interno.

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Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
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