Milho 12-02-2026 | 10:28:00

Milho opera estável na CBOT e mercado segue atento

Enquanto Chicago mantém estabilidade, demanda externa aquecida e novos dados da Conab movimentam o mercado brasileiro

Por: Camilo Motter

Na B3, o contrato março trabalha em R$ 70,70, após fechamento anterior a R$ 69,97. O vencimento maio é negociado a R$ 70,50, ante R$ 69,93 na véspera.
VEJA TAMBÉM:

No mercado internacional, a demanda segue aquecida. Os Estados Unidos mantêm ritmo acelerado de vendas externas e podem superar a projeção atual de 83,8 milhões de toneladas em exportações, número que vem sendo revisado ao longo dos últimos meses.

Brasil ajusta produção e amplia consumo



No quinto levantamento da safra 2025/26, a Conab estimou a produção brasileira de milho em 138,5 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo das 138,9 milhões projetadas em janeiro. No ciclo anterior, o país colheu 141,2 milhões de toneladas.

As exportações estão previstas em 46,5 milhões de toneladas, acima das 41,6 milhões registradas na temporada passada. Já o consumo interno deve atingir 94,6 milhões de toneladas, frente a 90,6 milhões no ciclo anterior, impulsionado principalmente pelo avanço da produção de etanol de milho.

A safra de verão deve render 26,7 milhões de toneladas, enquanto a safrinha é estimada em 109,2 milhões e a terceira safra em 3,0 milhões de toneladas.

A área total cultivada deve alcançar 22,53 milhões de hectares, alta de 3,1% sobre a temporada anterior. A produtividade média, no entanto, é estimada em 102,43 sacas por hectare, queda próxima de 5%.

O mercado físico segue com ritmo lento de negócios, com maior oferta de produto novo, especialmente no Sul do país. De acordo com a Granoeste, no oeste do Paraná as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, para a safrinha, os valores ficam entre R$ 65,00 e R$ 67,00, dependendo do prazo de pagamento e da localização do lote.

No câmbio, o dólar opera em queda, cotado a R$ 5,17, após fechar a sessão anterior a R$ 5,186.

TAGS:
milho - cbot - bolsa de chicago - camilo motter


Texto publicado originalmente em Boletim de commodities
Leia também: