Mato Grosso iniciou 2026 com novo recorde nas exportações de carne bovina. Em janeiro, o estado embarcou 83,06 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o maior volume já registrado para o mês, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O resultado representa avanço de 53,18% em relação a janeiro de 2025.
A receita alcançou US$ 356,45 milhões, crescimento de 68,02% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado tanto pelo aumento do volume exportado quanto pela valorização do preço médio, que subiu 9,69%, atingindo US$ 4.291,52 por tonelada equivalente carcaça.
Brasil abre mercados em quatro países para itens do agro
Brasil exporta genética bovina de leite para Botsuana
Brasil abre mercados em cinco países para produtos do agro
Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne, Bruno de Jesus Andrade, o resultado reflete a evolução da pecuária estadual. “Esse novo recorde mostra que Mato Grosso vem fazendo a lição de casa, com ganhos consistentes de produtividade, qualidade e competitividade. É um marco que reforça a posição do estado como um dos principais fornecedores globais de carne bovina”, afirma.
No mercado externo, a China manteve a liderança como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 57,5% do total exportado em janeiro. O volume embarcado para o país asiático cresceu 89,2% na comparação com o mesmo mês do ano passado, evidenciando a força da demanda internacional no início de 2026.
O resultado dá continuidade ao ciclo positivo observado em 2025, quando Mato Grosso exportou 978,4 mil toneladas de carne bovina, o maior volume de sua história. Ao longo do ano, a proteína mato-grossense chegou a mais de 90 mercados, com receita superior a US$ 4 bilhões, consolidando o estado como o maior exportador de carne bovina do país.
“A demanda externa segue firme, especialmente nos mercados asiáticos, e Mato Grosso reúne condições estratégicas para ampliar ainda mais sua participação no comércio internacional, com oferta regular, escala produtiva e avanços importantes em sustentabilidade”, destaca o diretor do Imac.
