O mercado futuro da soja iniciou a terça-feira (4) em ritmo de baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). De acordo com o boletim matinal divulgado pela Granoeste Corretora, o contrato com vencimento para setembro/26 abriu a sessão perdendo 10 pontos, negociado na casa de US$ 11,63 por bushel. O movimento ocorre após o pregão de segunda-feira ter fechado com recuperação de até 5 pontos nos primeiros vencimentos, com exceção da posição agosto, que encerrou em terreno negativo.
Analistas da Granoeste Corretora ressaltam que os preços do grão permanecem distantes dos picos registrados em meados de julho, quando atingiram os maiores patamares em quase dois anos. Embora a China tenha reintensificado as aquisições nos EUA e o esmagamento de grãos siga em ritmo acelerado nas indústrias norte-americanas, a percepção dos agentes de mercado de que a safra dos Estados Unidos caminha para uma consolidação sem grandes perdas limita novas escaladas de alta.
Soja em Mato Grosso enfrenta custos altos e projeta queda na safra 2026/27
Soja recua em Chicago, mas retenção segura mercado no Brasil
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostram que 63% das lavouras de soja do país continuam classificadas entre boas e excelentes condições — mantendo os mesmos índices da semana anterior. Em relação às fases fenológicas, 88% das lavouras americanas alcançaram o estágio de floração e 62% entraram em fase de formação de vagens.
Produtores retêm lotes no Brasil e sustentam mercado interno
No mercado físico brasileiro, o volume de soja ofertado pelos produtores permanece bastante limitado, segundo os dados acompanhados pela Granoeste Corretora. Mesmo diante das recentes oscilações negativas observadas na Bolsa de Chicago, a postura no campo é de cautela, com os agricultores alimentando a expectativa de conseguir preços mais atrativos no médio e longo prazos.
Entre os fatores que embasam a retenção das vendas no mercado interno, destacam-se:
A entrada da safra norte-americana em sua janela crítica de consolidação de rendimento;
O risco de atraso na regularização do regime de chuvas no Brasil para a abertura do plantio de verão;
A proximidade do período de entressafra nacional, que enxuga a disponibilidade de grãos disponíveis no País.
Diante dessa menor liquidez no disponível, os prêmios nos portos seguem sustentados. Para o spot, as indicações orbitam entre 130 e 145 pontos; para entrega em setembro, ficam na faixa de 140 a 155 pontos; e para outubro, variam de 145 a 160 pontos.
Nas praças de comercialização do Paraná, as compras indicadas pela Granoeste Corretora situam-se no intervalo de R$ 135,00 a R$ 138,00 por saca de 60 kg no oeste do estado. Já no Porto de Paranaguá, as cotações oscilam entre R$ 145,00 e R$ 148,00 por saca, a depender do prazo de pagamento acertado e da janela de embarque.
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