O mercado de confinamento terceirizado no interior do estado de São Paulo projeta alcançar em 2026 o volume expressivo de 110 mil bovinos abatidos, superando marcas históricas do setor. O avanço da atividade em polos pecuários como Sertãozinho, Clementina e Sales é puxado pela atuação da Maximus Agronegócio, empresa que consolida no mercado a adesão à cobrança por quilo de matéria seca (MS) fornecida aos animais. Em 2025, o formato respondeu por 89,5% dos contratos da companhia, quando foram registrados 96.993 abates.
Introduzida no Brasil há quase uma década pelo zootecnista e fundador da empresa, Neto Sartor, a engorda por matéria seca foi desenhada para substituir as antigas modalidades de diária fixa ou taxa por arroba produzida, eliminando as tradicionais divergências entre o pecuarista e a operação do boitel em relação ao desempenho nutricional, padrão racial e impacto do estresse do transporte.
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Alinhamento de metas e eficiência nutricional
A cobrança focada exclusivamente no alimento consumido equaliza os interesses econômicos de ambas as pontas da cadeia pecuária:
No modelo tradicional de diária fixa: Há divergência de metas, já que o produtor busca o maior consumo possível para acelerar o ganho de peso, enquanto o prestador de serviço tenta controlar o custo da ração fornecida.
No modelo por matéria seca: Ambos buscam a máxima ingestão diária e a maior eficiência na transformação de cada quilo de alimento em peso de carcaça.
Além disso, a precificação pelo consumo efetivo neutraliza fatores externos como a "quebra de viagem" (perda de peso do gado durante o deslocamento rodoviário), permitindo que a estrutura do confinamento funcione como uma extensão estratégica da fazenda de origem, conforme destaca a diretoria da Maximus.
Evolução e padronização para o mercado
A trajetória dessa metodologia em São Paulo iniciou-se em 2017, com operações de quarentena para exportação de gado em pé antes de ser redirecionada para a terminação de bovinos em 2018, quando a empresa fechou o período com 20,3 mil abates. Desde então, a aceitação do produtor impulsionou os números para 34,7 mil cabeças em 2019 e 43 mil em 2020.
Atualmente, além de oferecer transparência nos custos nutricionais e serviços como a antecipação de recebíveis, a operação especializou-se no fornecimento regular e padronizado de lotes para programas de carne de alta qualidade, atendendo à crescente exigência das redes varejistas e frigoríficos do País.
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