Além do risco geopolítico no Leste Europeu, o mercado do cereal encontra suporte fundamental na redução da oferta global, puxada pelas quebras de produtividade na Europa e, principalmente, nos Estados Unidos. A demanda internacional também segue aquecida: os Estados Unidos divulgaram a exportação de 1,07 milhão de toneladas de milho na última semana. Na B3, o mercado futuro reflete esse cenário com o contrato de setembro cotado a R$ 71,70 (ante R$ 72,00 do fechamento anterior) e o vencimento de novembro negociado a R$ 77,80 (frente aos R$ 78,26 da sessão anterior), enquanto a taxa de câmbio opera com estabilidade em torno de R$ 5,15.
Mercado brasileiro: Produtor retraído e cotações no Paraná
No cenário doméstico, o ritmo de comercialização segue lento com a colheita da safrinha entrando na reta final. Os produtores rurais brasileiros mantêm uma postura de cautela e seguram os lotes à espera de valorizações maiores, aproveitando a melhora da paridade de exportação impulsionada pela alta dos preços internacionais.
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Segundo levantamento da Granoeste Corretora, as indicações de compra no oeste do Paraná operam na faixa de R$ 60,00 a R$ 62,00 por saca, enquanto no Porto de Paranaguá os preços oscilam entre R$ 71,00 e R$ 73,00 por saca, com variações que dependem do prazo de pagamento estipulado e, no caso do interior, da localização exata do lote.
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