O mercado internacional de milho opera em alta na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira, dando sequência aos ganhos da sessão anterior. De acordo com boletim da Granoeste Corretora, o contrato para setembro/26 avança 2 cents, negociado a US$ 4,67 por bushel, após acumular valorização de 6 pontos no fechamento anterior.
O movimento de compra por parte dos investidores é alimentado pela perda de qualidade das lavouras norte-americanas — em uma temporada de área plantada reduzida —, pela demanda global aquecida e pelo aumento da instabilidade logística para o escoamento de grãos na região do Mar Negro.
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A reação externa reflete diretamente na bolsa brasileira (B3), onde as posições futuras também operam em alta:
Setembro/26: cotado a R$ 70,80 (ante R$ 70,57 no fechamento anterior);
Novembro/26: trabalhando a R$ 75,85 (frente a R$ 75,69 da sessão prévia).
No relatório de acompanhamento de safras do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 60% das lavouras de milho foram avaliadas em condições boas ou excelentes (queda de um ponto em relação à semana anterior), 25% em estado regular e 15% em situação ruim ou péssima — cenário expressivamente inferior ao mesmo período de 2025, quando os índices eram de 71%, 21% e 8%, respectivamente.
Em relação aos estágios fenológicos, 97% das lavouras completaram a floração (mesmo percentual de 2025), 76% estão em formação de espigas (contra 70% no ciclo passado), 29% encontram-se na fase de enxugamento dos grãos (frente a 25% há um ano) e 4% entraram em maturação plena.
As inspeções de campo do Crop Tour da Pro Farmer reforçam as perdas produtivas:
Dakota do Sul: estimativa de produtividade despencou para 156 sc/ha, contra 182 sc/ha na safra anterior, castigada pela estiagem e pelo calor extremo em julho;
Ohio: rendimento projetado em 188,5 sc/ha, abaixo das 194,3 sc/ha registradas em 2025.
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No mercado doméstico, o ritmo de negócios no disponível permanece compassado. Conforme a Granoeste Corretora, as indústrias consumidoras concentram sua infraestrutura operacional no recebimento dos contratos travados antecipadamente, enquanto os produtores rurais seguram a oferta no aguardo de cotações mais elevadas, aproveitando o encerramento da colheita da safrinha.
Nas praças de comercialização do Sul, as cotações mantêm firmeza:
Oeste do Paraná: indicações de compra na faixa de R$ 60,00 a R$ 61,00 por saca;
Porto de Paranaguá: referências operando entre R$ 70,00 e R$ 72,00 por saca.
Os valores variam conforme os prazos de pagamento acordados e a localização física dos lotes no interior. No cenário macroeconômico, a taxa de câmbio opera com ligeira valorização, negociada a R$ 5,20 por dólar.
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