Justiça paranaense manda prender dono da Cerealista Fruet, comprado pela Copacol
Golpe da Cerealista Fruet contra agricultores em Campo Bonito, no PR, já chega a R$ 22 milhões, com 109 vítimas que registraram queixa
Por: Redação RuralNews
O empresário Celso Fruet, proprietário da Cerealista Fruet, em Campo Bonito, no oeste do Paraná, teve mandado de prisão expedido pela Polícia Civil. A acusação de que ele tenha aplicado um golpe milionário em produtores rurais da região, conforme já noticiado pelo portal RuralNews. Os prejuízos estimado já em R$ 22 milhões, segundo as últimas atualizações da investigação.
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109 agricultores da região já registraram boletins de ocorrência, mas estima-se que o número total de vítimas ultrapasse 200. Os prejuízos podem ultrapassar os R$ 50 milhões. O golpe ocorreu em 21 de julho, quando agricultores foram à sede da empresa para negociar suas safras de soja e milho, mas encontraram os silos e escritórios vazios — sem grãos, computadores ou o proprietário.
E a revolta dos agricultores se voltou contra a Copacol, cooperativa paranaense que comprou por R$ 40 milhões a estrutura física abandonada por Fruet.
A produtora rural Sivana Alves foi uma das vítimas que não entndeu porque a cooperativa comprou em sigilo a estrutura da cerealista. "Eles não se preocuparam em nenhum momento em avaliar a situação financeira da empresa com os agricultores que confiavam o armazenamento da sua produção na cerealista?", questiona indignada.
Os agricultores afirmam que, em contatos anteriores, a Cooperativa negava qualquer intenção de incorporar a cerealista. Em nota oficial, a Copacol esclareceu que a compra limitou-se ao imóvel e equipamentos da estrutura operacional da referida cerealista, na PR-474, em Campo Bonito.
Segundo o informe, a aquisição "respeitou rigorosamente todos os princípios previstos na legislação brasileira". Com isso, a Copacol procurou distanciar-se de qualquer responsabilidade sobre as dívidas da cerealista com os agricultores.
A delegada Raiza Bedim, da Polícia Civil de Guaraniaçu, explicou que o empresário utilizava como estratégia oferecer valores acima da média de mercado para atrair os agricultores para o golpe. A polícia tentou agendar o interrogatório de Celso Fruet por duas vezes, mas ele não foi localizado.
Agora, com as investigações avançando e a confimação que o suspeito encontra-se foragido, foi expedido um mandado de prisão. Enquanto faz diligências para encontrar Fruet, a Polícia Civil pede para que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar queixa.
Segundo a Polícia Civil, Celso Fruet já teria histórico de inquéritos por estelionato em outras cidades da região. Segundo as autoridades, o golpe era idêntico. O cerealista recebia grãos e de uma hora para outra fechava as portas, numa prática criminosa mascarada pela imagem de confiança construída ao longo de 30 anos na atividade.Segundo relatos, ele cativava clientes com um atendimento flexível, aceitando entregas em horários não convencionais, como noites e feriados.
A Cerealista Fruet informou através de seus advogados que enfrenta uma "grave crise financeira" que a impede de "honrar imediatamente os compromissos com produtores rurais". Uma série de fatores conjunturais do mercado, como oscilações do setor agrícola, altas taxas de financiamento e uma "concentração atípica de pedidos de fixação de soja por parte dos agricultores" teria sobrecarregado o fluxo de caixa da empresa.
A nota confirma também que a estrutura física da cerealista foi vendida para a cooperativa Copacol num esforço para "liquidar dívidas e tentar buscar meios de reestruturação". No comunicado, a Cerealista Fruet diz compreender "a angústia dos agricultores, mas ressalta que a coação e a violência não contribuem para a solução da crise".
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Texto publicado originalmente em Notícias
109 agricultores da região já registraram boletins de ocorrência, mas estima-se que o número total de vítimas ultrapasse 200. Os prejuízos podem ultrapassar os R$ 50 milhões. O golpe ocorreu em 21 de julho, quando agricultores foram à sede da empresa para negociar suas safras de soja e milho, mas encontraram os silos e escritórios vazios — sem grãos, computadores ou o proprietário.

Celso Fruet (à esq) vendeu a estrutura física da sua empresa para a Copacol e desapareceu da cidade de Campo Bonito/PR
E a revolta dos agricultores se voltou contra a Copacol, cooperativa paranaense que comprou por R$ 40 milhões a estrutura física abandonada por Fruet.
A produtora rural Sivana Alves foi uma das vítimas que não entndeu porque a cooperativa comprou em sigilo a estrutura da cerealista. "Eles não se preocuparam em nenhum momento em avaliar a situação financeira da empresa com os agricultores que confiavam o armazenamento da sua produção na cerealista?", questiona indignada.
Os agricultores afirmam que, em contatos anteriores, a Cooperativa negava qualquer intenção de incorporar a cerealista. Em nota oficial, a Copacol esclareceu que a compra limitou-se ao imóvel e equipamentos da estrutura operacional da referida cerealista, na PR-474, em Campo Bonito.
Segundo o informe, a aquisição "respeitou rigorosamente todos os princípios previstos na legislação brasileira". Com isso, a Copacol procurou distanciar-se de qualquer responsabilidade sobre as dívidas da cerealista com os agricultores.
A delegada Raiza Bedim, da Polícia Civil de Guaraniaçu, explicou que o empresário utilizava como estratégia oferecer valores acima da média de mercado para atrair os agricultores para o golpe. A polícia tentou agendar o interrogatório de Celso Fruet por duas vezes, mas ele não foi localizado.
Agora, com as investigações avançando e a confimação que o suspeito encontra-se foragido, foi expedido um mandado de prisão. Enquanto faz diligências para encontrar Fruet, a Polícia Civil pede para que outras possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar queixa.
Segundo a Polícia Civil, Celso Fruet já teria histórico de inquéritos por estelionato em outras cidades da região. Segundo as autoridades, o golpe era idêntico. O cerealista recebia grãos e de uma hora para outra fechava as portas, numa prática criminosa mascarada pela imagem de confiança construída ao longo de 30 anos na atividade.Segundo relatos, ele cativava clientes com um atendimento flexível, aceitando entregas em horários não convencionais, como noites e feriados.
A Cerealista Fruet informou através de seus advogados que enfrenta uma "grave crise financeira" que a impede de "honrar imediatamente os compromissos com produtores rurais". Uma série de fatores conjunturais do mercado, como oscilações do setor agrícola, altas taxas de financiamento e uma "concentração atípica de pedidos de fixação de soja por parte dos agricultores" teria sobrecarregado o fluxo de caixa da empresa.
A nota confirma também que a estrutura física da cerealista foi vendida para a cooperativa Copacol num esforço para "liquidar dívidas e tentar buscar meios de reestruturação". No comunicado, a Cerealista Fruet diz compreender "a angústia dos agricultores, mas ressalta que a coação e a violência não contribuem para a solução da crise".
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Cerealista Fruet - Celso Fruet - Copacol
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