Alinhada às diretrizes corporativas de sustentabilidade e mitigação das mudanças climáticas, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) executará a mensuração técnica e a compensação ambiental das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) geradas ao longo da Expoind 2026. A mostra industrial acontece entre os dias 27 e 29 de outubro no Centro de Convenções de Goiânia, integrando a estrutura da FICCA Goiás (Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio).
O compromisso ganha relevância no momento em que a economia verde desponta como alavanca financeira para o país. Um estudo elaborado pela consultoria internacional McKinsey Company aponta que o Brasil tem potencial para acrescentar cerca de US$ 100 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2030 caso consiga consolidar projetos de descarbonização produtiva. Paralelamente, levantamento da 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, indicou que as emissões brutas nacionais recuaram 16,7% em 2024, totalizando 2,145 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente — a segunda maior taxa de redução histórica apurada no país.
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Para a edição de 2026 da feira, os cálculos preliminares estimam a geração de cerca de 142 toneladas de CO₂ equivalente. Toda a pegada de carbono resultante do encontro será compensada pelo plantio de 859 mudas de árvores nativas do Cerrado.
Rigor metodológico e governança corporativa
Para calcular com precisão os índices do evento, a federação adotará a metodologia do GHG Protocol, referência internacional operada no país sob coordenação técnica da Fundação Getulio Vargas (FGV). O inventário incluirá o consumo de energia elétrica para iluminação e climatização dos pavilhões, descarte e tratamento de resíduos sólidos, logística de montagem e até o deslocamento dos visitantes ao pavilhão.
O presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fieg, Flávio Rassi, ressalta que o levantamento assegura governança transparente e aproxima o setor produtivo dos parâmetros ESG.
"Isso mostra que crescer e preservar caminham juntos. O setor produtivo goiano gera emprego, renda e negócios, e assume a sua responsabilidade com o futuro", declara o dirigente.
Rastreabilidade operacional no Centro de Convenções
A condução técnica dos trabalhos de auditoria foi delegada à consultoria goiana Verdan Engenharia Sustentável. O engenheiro sanitarista e ambiental e sócio-fundador da companhia, Áquila Silva Levindo, explica que as análises abrangem toda a cadeia operacional instalada no espaço de convenções.
"Fazemos a rastreabilidade de todas as atividades desenvolvidas no evento. Isso inclui desde as ações diretamente ligadas ao objetivo do encontro até os serviços e materiais usados", explica Levindo, detalhando que os parâmetros de cálculo respeitam os escopos padronizados pelas Normas Brasileiras Técnicas (NBR) e parâmetros anuais da FGV.
Com a consolidação do relatório de balanço de emissões, a entidade procederá à etapa de campo, plantando o lote de espécies nativas para devolver biomassa ao bioma Cerrado e assegurar que as transações industriais e agrícolas da feira ocorram com pegada líquida zero de carbono.
