Segundo informações oficiais divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, as autoridades sanitárias da Argentina, Egito, Marrocos, Peru, Quênia e Singapura confirmaram o aceite para o início das exportações de diferentes produtos agropecuários originários do Brasil. O avanço comercial consolida a presença do agronegócio nacional em polos estratégicos da América do Sul, do continente africano e do Sudeste Asiático, alcançando segmentos que vão da produção de sementes à indústria biomédica.
Aberturas na América do Sul
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No mercado sul-americano, as aprovações beneficiam diretamente o setor agrícola e o processamento de subprodutos. O governo da Argentina autorizou o ingresso de sementes de crotalária, insumo estratégico amplamente utilizado para adubação verde, recuperação de solos e controle biológico de nematoides nas lavouras.
Paralelamente, o Peru emitiu aval fitossanitário para a compra de sementes de feijão-mungo e de sementes de coentro, além de aprovar os protocolos sanitários para o envio de couro equino brasileiro, abrindo uma alternativa relevante para o aproveitamento de subprodutos da pecuária.
Demanda nos mercados africanos
Na África, as novas permissões atendem tanto à pecuária quanto à cadeia de nutrição animal. O Marrocos formalizou a autorização para a importação de bubalinos vivos destinados ao abate imediato, gerando demanda externa direta para os criadores da espécie. No Egito, a liberação sanitária foi concedida para a exportação de aves de criação voltadas a fins ornamentais.
Ainda no continente africano, o Quênia aprovou os certificados necessários para a entrada de ingredientes hemoderivados e aditivos palatabilizantes isentos de proteínas de ruminantes. Esses compostos são utilizados como matéria-prima de alto teor proteico pela indústria fabricante de rações comerciais.
Insumos biológicos na Ásia
Completando o conjunto de aberturas, Singapura formalizou o aceite sanitário para a aquisição de soro fetal bovino brasileiro. O insumo possui alta complexidade técnica e elevado valor agregado, sendo empregado em escala global por laboratórios e centros de pesquisa farmacêutica no cultivo de células, produção de vacinas e desenvolvimento de soluções biotecnológicas.
