Entidades gaúchas detalham impactos e ações na cadeia orizícola
Coletiva com Federarroz, Farsul, Irga e Seapi reúne propostas sobre ICMS, comercialização, Mercosul e novos usos para o arroz
Por: Redação RuralNews
Durante o encontro, as lideranças detalharam ações conjuntas de curto e médio prazo. O objetivo é mitigar os impactos econômicos sobre os produtores, diante da pressão de preços, dos entraves logísticos e do cenário internacional desfavorável.
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O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, apresentou sete medidas elaboradas pelas entidades. Entre elas, está a recomendação de reduzir a área plantada em 2026, diante do atual cenário de mercado.
Além disso, o grupo propõe novos mecanismos de comercialização e o uso da Taxa CDO como instrumento estadual para estimular exportações e facilitar o escoamento da produção.
As entidades também defendem a redução temporária do ICMS no período de maior comercialização. Segundo os representantes, a medida pode aumentar a competitividade frente ao arroz paraguaio. Outro ponto é a desconcentração dos vencimentos de CPRs nos meses de março e abril.
O pacote inclui ainda o alongamento de custeios junto às instituições financeiras. Também prevê ações de fiscalização para coibir a venda de arroz fora do tipo especificado na embalagem.
Na abertura da coletiva, o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, destacou a maturidade da atuação conjunta das entidades. Segundo ele, o setor vive um dos momentos mais delicados da sua história.
Além disso, Domingos afirmou que o encontro buscou apresentar dados técnicos para rebater narrativas equivocadas sobre desabastecimento. Para ele, o uso político da tragédia climática prejudica o produtor rural.
O dirigente criticou a Medida Provisória que autoriza a Conab a importar arroz. De acordo com Domingos, a iniciativa impõe preços artificiais e pode inviabilizar o plantio da próxima safra.
Ele reforçou que o Brasil não enfrenta falta de arroz. O principal problema, segundo ele, está na logística para escoar a produção do Rio Grande do Sul. Por isso, defendeu investimentos em estradas, pontes e transporte.
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que as entidades anteciparam cenários e buscaram soluções. Ele lembrou que 2025 registrou uma das maiores colheitas do Mercosul.
Ao mesmo tempo, a produção mundial também foi elevada. Além disso, a retomada das exportações da Índia pressionou os preços no mercado internacional.
Segundo Nunes, juros altos e crédito restrito agravaram a situação. Como resultado, os produtores enfrentam forte endividamento, cenário que se estende para 2026.
Ao final do encontro, as entidades reforçaram a união do setor. Também anunciaram pressão contínua sobre a bancada federal gaúcha em Brasília.
Além disso, o grupo fará o monitoramento diário do escoamento da produção. A intenção é comprovar a normalização do abastecimento.
Por fim, os representantes afirmaram que seguem abertos ao diálogo. No entanto, destacaram que decisões devem se basear em dados técnicos, e não em conveniências políticas.
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Texto publicado originalmente em Destaques
Propostas para reverter a crise
Representantes do setor apresentam medidas para enfrentar a crise da cadeia orizícola no RS. Foto: Emerson Foguinho / Divulgação Sistema Farsul
O economista-chefe da Farsul, Antônio da Luz, apresentou sete medidas elaboradas pelas entidades. Entre elas, está a recomendação de reduzir a área plantada em 2026, diante do atual cenário de mercado.
Além disso, o grupo propõe novos mecanismos de comercialização e o uso da Taxa CDO como instrumento estadual para estimular exportações e facilitar o escoamento da produção.
As entidades também defendem a redução temporária do ICMS no período de maior comercialização. Segundo os representantes, a medida pode aumentar a competitividade frente ao arroz paraguaio. Outro ponto é a desconcentração dos vencimentos de CPRs nos meses de março e abril.
O pacote inclui ainda o alongamento de custeios junto às instituições financeiras. Também prevê ações de fiscalização para coibir a venda de arroz fora do tipo especificado na embalagem.
Críticas à intervenção federal
Na abertura da coletiva, o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes, destacou a maturidade da atuação conjunta das entidades. Segundo ele, o setor vive um dos momentos mais delicados da sua história.
Além disso, Domingos afirmou que o encontro buscou apresentar dados técnicos para rebater narrativas equivocadas sobre desabastecimento. Para ele, o uso político da tragédia climática prejudica o produtor rural.
O dirigente criticou a Medida Provisória que autoriza a Conab a importar arroz. De acordo com Domingos, a iniciativa impõe preços artificiais e pode inviabilizar o plantio da próxima safra.
Ele reforçou que o Brasil não enfrenta falta de arroz. O principal problema, segundo ele, está na logística para escoar a produção do Rio Grande do Sul. Por isso, defendeu investimentos em estradas, pontes e transporte.
Pressão do mercado internacional
O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que as entidades anteciparam cenários e buscaram soluções. Ele lembrou que 2025 registrou uma das maiores colheitas do Mercosul.
Ao mesmo tempo, a produção mundial também foi elevada. Além disso, a retomada das exportações da Índia pressionou os preços no mercado internacional.
Segundo Nunes, juros altos e crédito restrito agravaram a situação. Como resultado, os produtores enfrentam forte endividamento, cenário que se estende para 2026.
Ação conjunta e monitoramento
Ao final do encontro, as entidades reforçaram a união do setor. Também anunciaram pressão contínua sobre a bancada federal gaúcha em Brasília.
Além disso, o grupo fará o monitoramento diário do escoamento da produção. A intenção é comprovar a normalização do abastecimento.
Por fim, os representantes afirmaram que seguem abertos ao diálogo. No entanto, destacaram que decisões devem se basear em dados técnicos, e não em conveniências políticas.
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Texto publicado originalmente em Destaques
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