Carbono domina pauta do Comitê ESG da Abrapa
Abrapa reúne Embrapa e FGV Agro para avançar em estudos de carbono e fortalecer políticas de sustentabilidade no algodão brasileiro
Por: Redação RuralNews
O encontro foi conduzido pelo Comitê ESG da entidade, composto pelas principais lideranças da cadeia algodoeira. Estiveram presentes representantes do Grupo SLC, Grupo Santa Colomba e Grupo Scheffer, entre outros. Dessa forma, a Abrapa busca integrar conhecimento técnico e tomada de decisão para ampliar a competitividade da fibra nacional.
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Durante a reunião, a Embrapa Meio Ambiente e a FGV Agro apresentaram projetos voltados especificamente ao monitoramento de emissões. A pesquisadora da Embrapa, Dra. Nilza Patrícia Ramos, apresentou a evolução do estudo desenvolvido em parceria com a Abiove, Abrapa e Bayer, que mapeia as emissões de carbono do algodão desde o plantio até o descarte da fibra.
O inventário detalha emissões nas etapas agrícolas, no beneficiamento, na extração do óleo e na produção de biodiesel. Assim, o setor terá indicadores técnicos capazes de demonstrar a eficiência produtiva da cultura e também de orientar melhorias para reduzir a pegada de carbono.
Segundo o gerente de sustentabilidade da Abrapa, já existem dados primários referentes a 149 mil hectares. Contudo, ainda é necessário incluir o algodão irrigado e ampliar a coleta de informações na Bahia e em Goiás para concluir o trabalho.
O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, lembrou que mercados exigem, cada vez mais, transparência ambiental. Portanto, o cálculo preciso das emissões pode se tornar um diferencial decisivo para ampliar o acesso do algodão brasileiro a compradores que priorizam critérios socioambientais.
O pesquisador Guilherme Bastos, da FGV Agro, apresentou o Plano Nacional para Promoção do Têxtil Sustentável, que busca criar bases regulatórias e de mercado para valorizar o algodão frente às fibras sintéticas. Enquanto isso, a Abrapa reforça que iniciativas desse tipo ampliam a reputação da fibra nacional como alternativa renovável e de menor impacto.
Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o alinhamento institucional é fundamental para o avanço da cadeia. Ele destacou que os projetos apresentados se complementam e, portanto, precisam caminhar em conjunto para gerar resultados consistentes em inovação, sustentabilidade e comunicação com o mercado.
“Essa integração é essencial para que todos os elos da cadeia avancem juntos”, afirmou. Ele acredita que as ações consolidadas fortalecerão, ainda mais, a imagem do algodão brasileiro como fibra socioambientalmente responsável.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Inventário de carbono avança com pesquisa integrada
Abrapa, Embrapa e FGV Agro alinham estudos e políticas para ampliar competitividade sustentável do algodão brasileiro. Foto: Abrapa / Divulgação
Durante a reunião, a Embrapa Meio Ambiente e a FGV Agro apresentaram projetos voltados especificamente ao monitoramento de emissões. A pesquisadora da Embrapa, Dra. Nilza Patrícia Ramos, apresentou a evolução do estudo desenvolvido em parceria com a Abiove, Abrapa e Bayer, que mapeia as emissões de carbono do algodão desde o plantio até o descarte da fibra.
O inventário detalha emissões nas etapas agrícolas, no beneficiamento, na extração do óleo e na produção de biodiesel. Assim, o setor terá indicadores técnicos capazes de demonstrar a eficiência produtiva da cultura e também de orientar melhorias para reduzir a pegada de carbono.
Segundo o gerente de sustentabilidade da Abrapa, já existem dados primários referentes a 149 mil hectares. Contudo, ainda é necessário incluir o algodão irrigado e ampliar a coleta de informações na Bahia e em Goiás para concluir o trabalho.
O diretor de Relações Internacionais da Abrapa, Marcelo Duarte, lembrou que mercados exigem, cada vez mais, transparência ambiental. Portanto, o cálculo preciso das emissões pode se tornar um diferencial decisivo para ampliar o acesso do algodão brasileiro a compradores que priorizam critérios socioambientais.
Políticas para fortalecer o têxtil sustentável
O pesquisador Guilherme Bastos, da FGV Agro, apresentou o Plano Nacional para Promoção do Têxtil Sustentável, que busca criar bases regulatórias e de mercado para valorizar o algodão frente às fibras sintéticas. Enquanto isso, a Abrapa reforça que iniciativas desse tipo ampliam a reputação da fibra nacional como alternativa renovável e de menor impacto.
Para o diretor-executivo da Abrapa, Marcio Portocarrero, o alinhamento institucional é fundamental para o avanço da cadeia. Ele destacou que os projetos apresentados se complementam e, portanto, precisam caminhar em conjunto para gerar resultados consistentes em inovação, sustentabilidade e comunicação com o mercado.
“Essa integração é essencial para que todos os elos da cadeia avancem juntos”, afirmou. Ele acredita que as ações consolidadas fortalecerão, ainda mais, a imagem do algodão brasileiro como fibra socioambientalmente responsável.
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