Algodão ganha articulação global contra avanço das fibras sintéticas
Brasil, Estados Unidos e Austrália avançam em articulação conjunta para ampliar a demanda global pela fibra natural
Por: Redação RuralNews
O principal objetivo da articulação é fortalecer a demanda pela fibra natural, diante do avanço das fibras sintéticas na indústria têxtil. Além disso, os participantes destacaram a necessidade de uma atuação coordenada entre as principais potências produtoras de algodão.
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Há consenso político e institucional sobre a urgência do tema. No entanto, o grupo reconheceu que ainda não existe uma estratégia global unificada para orientar as ações conjuntas.
Diante desse cenário, as entidades definiram três frentes prioritárias de atuação. A primeira envolve ações de advocacy e aprimoramento legislativo. A segunda foca na comunicação direta com o consumidor. Já a terceira busca maior engajamento com o varejo internacional.
O Brasil manifestou apoio à manutenção da coalizão, sobretudo no intercâmbio técnico e científico relacionado aos impactos das fibras sintéticas. Segundo os representantes brasileiros, esse compartilhamento de informações é estratégico para embasar decisões regulatórias.
Durante as discussões, o Brasil apresentou o desenvolvimento de dois projetos de lei considerados estratégicos. O primeiro trata dos impactos ambientais e biológicos das fibras sintéticas sobre a saúde humana e o meio ambiente.
O segundo projeto segue lógica semelhante à dos biocombustíveis. A proposta utiliza métricas de sustentabilidade e mudanças climáticas para incentivar o uso de fibras naturais na indústria têxtil.
De acordo com as entidades brasileiras, campanhas de promoção só alcançam maior efetividade quando estão alinhadas a marcos regulatórios consistentes. Por isso, a experiência nacional pode servir de referência para outros países da coalizão.
Sobre a campanha global “Plant Not Plastic”, o Brasil reconheceu a qualidade da iniciativa. Ao mesmo tempo, sinalizou que avalia formas de participação e apoio, como maneira de fortalecer a aliança internacional.
Para embasar futuras ações, os países concordaram com a contratação de consultorias independentes. O objetivo é mapear a perda de participação do algodão em mercados estratégicos, como China, Índia e Japão.
Nos próximos meses, a coalizão manterá o diálogo ativo e avaliará iniciativas conjuntas. Ficou definido que a ACSA dos Estados Unidos ficará responsável por apresentar propostas de governança e escalonamento de investimentos. Paralelamente, o Brasil compartilhará os textos-base de suas propostas legislativas e o escopo do estudo global de mercado.
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Texto publicado originalmente em Destaques
Há consenso político e institucional sobre a urgência do tema. No entanto, o grupo reconheceu que ainda não existe uma estratégia global unificada para orientar as ações conjuntas.
Representantes do Brasil, Estados Unidos e Austrália durante reunião que discutiu ações conjuntas para fortalecer a demanda global por algodão. Foto: Abrapa / Divulgação
Diante desse cenário, as entidades definiram três frentes prioritárias de atuação. A primeira envolve ações de advocacy e aprimoramento legislativo. A segunda foca na comunicação direta com o consumidor. Já a terceira busca maior engajamento com o varejo internacional.
O Brasil manifestou apoio à manutenção da coalizão, sobretudo no intercâmbio técnico e científico relacionado aos impactos das fibras sintéticas. Segundo os representantes brasileiros, esse compartilhamento de informações é estratégico para embasar decisões regulatórias.
Protagonismo brasileiro no debate regulatório
Durante as discussões, o Brasil apresentou o desenvolvimento de dois projetos de lei considerados estratégicos. O primeiro trata dos impactos ambientais e biológicos das fibras sintéticas sobre a saúde humana e o meio ambiente.
O segundo projeto segue lógica semelhante à dos biocombustíveis. A proposta utiliza métricas de sustentabilidade e mudanças climáticas para incentivar o uso de fibras naturais na indústria têxtil.
De acordo com as entidades brasileiras, campanhas de promoção só alcançam maior efetividade quando estão alinhadas a marcos regulatórios consistentes. Por isso, a experiência nacional pode servir de referência para outros países da coalizão.
Promoção e próximos passos
Sobre a campanha global “Plant Not Plastic”, o Brasil reconheceu a qualidade da iniciativa. Ao mesmo tempo, sinalizou que avalia formas de participação e apoio, como maneira de fortalecer a aliança internacional.
Para embasar futuras ações, os países concordaram com a contratação de consultorias independentes. O objetivo é mapear a perda de participação do algodão em mercados estratégicos, como China, Índia e Japão.
Nos próximos meses, a coalizão manterá o diálogo ativo e avaliará iniciativas conjuntas. Ficou definido que a ACSA dos Estados Unidos ficará responsável por apresentar propostas de governança e escalonamento de investimentos. Paralelamente, o Brasil compartilhará os textos-base de suas propostas legislativas e o escopo do estudo global de mercado.
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Algodão - Articulação global - Fibras sintéticas
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- Austrália - Demanda global - Fibra natural
Texto publicado originalmente em Destaques
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