Soja volta a trabalhar abaixo dos U$ 10 o bushel na CBOT; milho cai e trigo valoriza
Os derivados da soja impulsionaram as quedas, do lado do óleo a queda foi de 2,10%, o principal fator negativo que impactou este mercado no pregão de hoje foi a recente queda do petróleo
Olá, amigos do Rural News! Os futuros de commodities na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram em queda nesta terça-feira (10/10). A soja volta a trabalhar abaixo dos U$10/bu. O contrato novembro encerrou com queda de 2,04%, cotado a U$9,97/bu. Os derivados da soja impulsionaram as quedas, do lado do óleo a queda foi de 2,10%, o principal fator negativo que impactou este mercado no pregão de hoje foi a recente queda do petróleo. O ouro negro perdeu seu suporte em U$68/barril e está caindo 4% neste pregão, impactando o setor de óleos como um todo. Além disso, tivemos queda de 2,31% para o farelo de soja, refletindo a perspectiva de mais ofertas vindas da Argentina. Na segunda-feira, tivemos a publicação do relatório de condições das lavouras Norte Americanas, que trouxe manutenção das condições de bons e excelentes para a soja em 65%, no mesmo período do ano anterior as condições estavam em 52%, esses números corroboram, cada vez mais, com a expectativa de safra cheia! Seguindo a desvalorização da soja, o milho encerrou com queda de 0,74% e como foi relatado no artigo de ontem, algumas áreas de milho Norte Americano já começaram a serem colhidas. Quanto ao relatório de condições das lavouras, as lavouras de milho apresentaram uma queda de 1% nas condições de bons e excelentes ficando em 64% contra 52% do mesmo período no ano anterior. O trigo foi o único a encerrar o pregão no campo positivo com 1,01% de alta, se mantendo acima da sua região de suporte. Na B3 os contratos de milho chegaram a trabalhar no positivo durante boa parte do dia, inclusive com uma alta acima de 1% para o contrato de novembro. Porém durante a tarde houve um movimento de realização, aparentemente apenas um ajuste financeiro frente as altas recentes. Além disso, ontem chamei a atenção para o fato de que os preços estavam sendo negociados acima do preço de paridade de exportação, sugerindo que havia espaço para essa realização técnica. Hoje o PPE (preço de paridade de exportação) para novembro estaria em algo entorno de R$66,50, enquanto na bolsa o contrato novembro chegou a ser negociado a R$68,64 em sua máxima.