O mercado internacional do milho iniciou as operações desta semana em ligeira desvalorização na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), com o contrato para entrega em dezembro negociado a US$ 4,71 por bushel, segundo levantamento divulgado pela Granoeste Corretora. O recuo consolida o quinto pregão consecutivo de perdas na praça norte-americana, sucedendo uma sexta-feira de baixas entre 3 e 4 pontos e uma desvalorização acumulada de aproximadamente 1,5% ao longo da semana antecedente.
O principal vetor de pressão continua sendo o avanço da colheita nos Estados Unidos, favorecido pelo tempo seco no Corn Belt. Os analistas aguardam a atualização semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o fim da tarde de hoje, lembrando que a ceifa havia atingido 33% da área no boletim anterior. Na contramão do tombo das telas, a demanda externa pelo produto norte-americano permanece aquecida: na semana passada, os embarques e vendas ao exterior somaram 1,12 milhão de toneladas, situando-se no teto das expectativas do mercado (projetadas entre 600 mil e 1,2 milhão de toneladas).
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Na bolsa brasileira B3 (antiga BMF), os contratos futuros trabalham com oscilações modestas: o vencimento novembro opera em R$ 66,60 por saca (ante R$ 66,57 do fechamento prévio) e janeiro de 2027 marca R$ 71,00 por saca (contra R$ 70,95 anteriores).
Ritmo avançado na semeadura nacional e mercado físico retraído
No Brasil, os trabalhos no campo evoluem de forma célere, de acordo com o relatório da Granoeste Corretora. Levantamento da consultoria Safras e Mercado mostra que a semeadura do milho verão no Centro-Sul do país atingiu 58,8% da área estimada, índice superior aos 55% registrados em igual intervalo da temporada passada. Para este ciclo, projeta-se uma ligeira contração na área total plantada, recuando de 3,60 milhões para 3,56 milhões de hectares.
Regionalmente, a Região Sul lidera o cronograma com folga:
Rio Grande do Sul: 92,7% semeado;
Santa Catarina: 89,2% concluído;
Paraná: 82,4% dos talhões implantados;
São Paulo: 23,5% da área coberta;
Mato Grosso do Sul: 6,7% das lavouras plantadas.
Nas demais praças produtoras, os trabalhos operacionais ainda estão em fase inicial.
No mercado físico interno, a liquidez de negócios segue contida e os valores permanecem sob forte pressão. O recuo conjunto das cotações em Chicago e a perda de fôlego do câmbio — com o dólar cotado a R$ 5,05 frente aos R$ 5,072 do fechamento anterior — afetam diretamente a formação de preço nas exportações e deterioram os patamares de paridade externa.
Nas praças de comercialização, as indicações de compra no oeste do Paraná situam-se na faixa entre R$ 58,00 e R$ 60,00 por saca. Para entrega no porto de Paranaguá, as ordens variam entre R$ 64,00 e R$ 67,00 por saca, com os valores finais condicionados aos prazos de pagamento acordados e, no caso do interior, à localização logística de cada lote.
