Trump quer quadruplicar soja dos EUA à China, mas é inviável
Pedido de Trump para quadruplicar soja dos EUA à China é inviável segundo DATAGRO e pode impactar exportações brasileiras
Por: Redação RuralNews
Atualmente, a China é a maior consumidora mundial de soja. Em 2024, o país importou 105 milhões de toneladas, sendo 22,1 milhões de toneladas originárias dos EUA, cerca de 21% do total.
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No entanto, a DATAGRO avalia que esse pedido é inviável. Para alcançar 88 milhões de toneladas, equivalente a 75% da produção projetada para 2025/26 pelo USDA, os EUA precisariam aumentar suas exportações para a China em 69% sobre o volume total de 2024. Além disso, esse número supera em 39% o recorde histórico de vendas dos EUA, registrado em 2020.
Esse aumento expressivo comprometeria as vendas americanas a outros mercados e afetaria a própria indústria dos EUA, que pretende processar 69 milhões de toneladas de soja no próximo ciclo.
Mesmo com essa inviabilidade, qualquer aumento significativo nas vendas dos EUA para a China pode reduzir a participação brasileira no mercado chinês. O Brasil responde por mais de 70% das exportações de soja para a China em 2023 e 2024.
Assim, uma possível queda no market share brasileiro pode pressionar os preços internos e os prêmios pagos aos produtores. Isso acontece porque a China não tem concorrentes à altura. Países como Espanha, Tailândia e Turquia são mercados menores e pouco influenciam as cotações globais.
Portanto, o tamanho real do acordo entre EUA e China será fundamental para avaliar os riscos e as alternativas de escoamento da soja brasileira.
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Texto publicado originalmente em Notícias
No entanto, a DATAGRO avalia que esse pedido é inviável. Para alcançar 88 milhões de toneladas, equivalente a 75% da produção projetada para 2025/26 pelo USDA, os EUA precisariam aumentar suas exportações para a China em 69% sobre o volume total de 2024. Além disso, esse número supera em 39% o recorde histórico de vendas dos EUA, registrado em 2020.

Pedido de Trump para quadruplicar soja dos EUA à China gera incertezas no mercado global. Foto: Canva
Esse aumento expressivo comprometeria as vendas americanas a outros mercados e afetaria a própria indústria dos EUA, que pretende processar 69 milhões de toneladas de soja no próximo ciclo.
Mesmo com essa inviabilidade, qualquer aumento significativo nas vendas dos EUA para a China pode reduzir a participação brasileira no mercado chinês. O Brasil responde por mais de 70% das exportações de soja para a China em 2023 e 2024.
Assim, uma possível queda no market share brasileiro pode pressionar os preços internos e os prêmios pagos aos produtores. Isso acontece porque a China não tem concorrentes à altura. Países como Espanha, Tailândia e Turquia são mercados menores e pouco influenciam as cotações globais.
Portanto, o tamanho real do acordo entre EUA e China será fundamental para avaliar os riscos e as alternativas de escoamento da soja brasileira.
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