Fertilizantes 06-01-2026 | 17:33:00

Tensões geopolíticas não devem afetar mercado de ureia, avalia StoneX

Mesmo figurando como fornecedora de ureia ao Brasil, a Venezuela tem peso reduzido no mercado global e baixa influência sobre a formação de preços do fertilizante

Por: Redação RuralNews

De acordo com o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, grandes produtores de petróleo costumam ter papel relevante na produção de fertilizantes nitrogenados, já que o gás natural é o principal insumo desse segmento. Ainda assim, esse padrão não se aplica à Venezuela. “Rússia, Argélia, Irã e Catar exemplificam essa correlação. Já a Venezuela, apesar de sua importância no petróleo, tem presença bastante modesta no mercado global de ureia”, explica.
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Em 2024, o país ocupou a 18ª posição entre os maiores exportadores mundiais do produto, com embarques ligeiramente acima de 560 mil toneladas. Esse volume representou cerca de 1% do comércio global. Para comparação, a Rússia respondeu por aproximadamente 18% das exportações globais de ureia no mesmo período.
Venezuela responde por apenas 1% das exportações globais de ureia e por menos de 5% das importações brasileiras em 2025


Participação no Brasil existe, mas não define o mercado



Embora a relevância global seja limitada, a Venezuela aparece como fornecedora de ureia para o Brasil. Em 2024, cerca de 6% do volume importado pelo país teve origem venezuelana. Já entre janeiro e novembro de 2025, essa participação caiu para menos de 5%.

Além disso, o Brasil mantém uma base diversificada de fornecedores. Em 2025, Nigéria (23%), Rússia (16%) e Catar (15%) lideraram as exportações de ureia ao mercado brasileiro. Dessa forma, a dependência de um único país permanece baixa, o que reduz riscos ao abastecimento.

Segundo Pernías, não há sinais de impactos diretos sobre a produção ou a capacidade exportadora venezuelana de fertilizantes. “Até o momento, o mercado observa apenas pressões pontuais nos custos logísticos, com relatos de fretes marítimos mais elevados devido ao aumento das incertezas regionais”, conclui.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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