Internacional 02-01-2026 | 10:38:00

Tarifa da China sobre carne brasileira chega a 55% e acende alerta no governo

Sobretaxa passa a valer a partir desta quinta-feira para volumes que superarem a cota anual definida por Pequim

Por: Redação RuralNews

Segundo os ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e das Relações Exteriores, o governo acompanha o tema de perto. Além disso, já iniciou articulações para reduzir os impactos sobre o setor pecuário.
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A salvaguarda entrou em vigor em 1º de janeiro e terá duração prevista de três anos. Para o Brasil, a China fixou uma cota anual inicial de 1,1 milhão de toneladas. A partir desse volume, incide a sobretaxa de 55% sobre as exportações.
Exportações de carne bovina do Brasil para a China entram em alerta após o anúncio da tarifa de 55%. Foto: Canva


Governo busca diálogo para mitigar impactos



Diante do cenário, o governo afirma que atua de forma coordenada com o setor privado. Ao mesmo tempo, mantém diálogo direto com as autoridades chinesas para preservar previsibilidade ao mercado.

Segundo o comunicado oficial, o Brasil também levará o tema à Organização Mundial do Comércio (OMC). O objetivo é defender os interesses dos produtores e trabalhadores da cadeia da carne bovina.

“O governo brasileiro seguirá atuando tanto em nível bilateral quanto no âmbito da OMC para mitigar os efeitos da medida”, destacam MDIC e Itamaraty na nota conjunta.

Salvaguarda não combate prática desleal



O governo ressaltou que a medida adotada pela China se enquadra nos instrumentos previstos pelos acordos da OMC. Em geral, esses mecanismos servem para conter aumentos expressivos de importações.

Por isso, segundo a nota, a salvaguarda não tem como objetivo combater práticas desleais de comércio. Além disso, vale para produtos de todas as origens, não apenas para o Brasil.

Peso da China amplia preocupação



A relevância do mercado chinês amplia a preocupação do setor. Em 2024, a China respondeu por 52% das exportações brasileiras de carne bovina. No mesmo período, o Brasil liderou as vendas externas do produto ao país asiático.

Diante desse histórico, o governo destacou a importância da relação comercial. Segundo a nota, o setor pecuário brasileiro tem contribuído de forma consistente para a segurança alimentar da China, com produtos competitivos e submetidos a rigorosos controles sanitários.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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