Café 02-01-2026 | 11:22:00

Safra 26/27 sustenta volatilidade dos preços do café em 2026

Estoques ainda apertados e expectativa de recuperação da produção brasileira mantêm o mercado atento ao clima e à oferta global

Por: Redação RuralNews

Além disso, embora haja sinais de desaceleração da demanda doméstica e internacional, a oferta restrita segue como fator dominante na formação das cotações. Dessa forma, o comportamento observado no segundo semestre de 2025 tende a se repetir nos primeiros meses de 2026.
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Clima e enchimento dos grãos serão decisivos

Condições climáticas mais favoráveis reforçam a expectativa de recuperação da safra brasileira de café em 2026/27. Foto: Canva


Segundo o Cepea, o suporte aos preços deve permanecer até que haja maior clareza sobre o enchimento dos grãos e o desempenho do terço final da safra brasileira. Somente com esse avanço será possível uma avaliação mais precisa do equilíbrio entre oferta e demanda.

Enquanto isso, o mercado segue sensível a qualquer mudança nas condições climáticas, especialmente no Brasil, principal produtor global da commodity.

Safra brasileira 26/27 traz perspectiva de recuperação



No Brasil, o desenvolvimento da safra 2026/27 ocorre sob condições climáticas mais favoráveis do que nos últimos anos, apontam os pesquisadores. Esse cenário alimenta expectativas de recuperação do parque cafeeiro, que vinha sendo impactado por adversidades climáticas sucessivas ao longo das últimas cinco safras.

Além do clima, a bienalidade positiva também reforça o otimismo dos produtores. As primeiras projeções de consultorias privadas indicam produção acima de 70 milhões de sacas, resultado da recuperação do café arábica e do bom desempenho do robusta.

Exportações tendem a perder ritmo



Por outro lado, as exportações brasileiras de café na safra 2025/26 devem ficar abaixo dos volumes registrados em temporadas anteriores. A menor oferta disponível para comercialização limita os embarques, mesmo diante da demanda internacional ainda presente.

Assim, o mercado entra em 2026 dividido entre preços sustentados no curto prazo e a expectativa de maior oferta a partir do avanço da próxima safra.

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Texto publicado originalmente em Notícias
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