Queda no preço do leite preocupa produtores do Paraná
Sistema FAEP alerta que preços do leite estão abaixo do custo de produção e reforça necessidade de medidas para proteger o setor
Por: Redação RuralNews
Tradicionalmente, o segundo semestre registra queda nos preços devido ao aumento da produção e da captação de leite. No entanto, neste ano, a crise se agravou por dois fatores: maior importação de leite em pó e queijo do Mercosul e baixa capacidade de compra do consumidor. Além disso, pequenas e médias propriedades, que respondem pela maior parte da produção, sofrem mais pressão sobre os preços.
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Muitos produtores aumentam a produção para equilibrar as contas. Porém, isso eleva a oferta e reduz ainda mais os preços. “O produtor de leite paranaense é resiliente, mas a situação atual é insustentável. O preço não cobre o custo de produção e coloca em risco uma atividade essencial para o desenvolvimento do Estado. É urgente adotar medidas concretas para restabelecer o equilíbrio do setor”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.
O Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP indica que o mercado manteve relativa estabilidade no primeiro semestre de 2025. Porém, não houve a recuperação esperada na entressafra. A partir de julho, os preços caíram consecutivamente. Em julho, o litro era R$ 2,41; em agosto, R$ 2,33; setembro, R$ 2,23; e outubro, R$ 2,12, segundo o Cepea.
Desde 2023, o Sistema FAEP alerta para os impactos das importações. No Paraná, atuou na aprovação do Decreto 5.396/2024, que incluiu leite em pó e queijo muçarela importados na alíquota comum de ICMS. Também solicitou urgência no PL 888/2023, que proíbe a importação e reidratação de leite em pó por pessoas jurídicas.
Em nível nacional, a entidade reforça o pedido de revisão da investigação de dumping sobre leite do Mercosul. Além disso, destaca a importância de políticas públicas que garantam concorrência justa e a continuidade da pecuária de leite. Presente nos 399 municípios do Paraná, o setor gera renda e emprego. Por isso, o Sistema FAEP mantém ações voltadas à assistência técnica, sucessão familiar, sanidade e transparência na formação de preços.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Muitos produtores aumentam a produção para equilibrar as contas. Porém, isso eleva a oferta e reduz ainda mais os preços. “O produtor de leite paranaense é resiliente, mas a situação atual é insustentável. O preço não cobre o custo de produção e coloca em risco uma atividade essencial para o desenvolvimento do Estado. É urgente adotar medidas concretas para restabelecer o equilíbrio do setor”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP.
Produtor de leite enfrenta queda nos preços e busca soluções para manter a atividade sustentável. Foto: Sistema Faep / Divulgação
Medidas e impacto das políticas públicas
O Departamento Técnico e Econômico do Sistema FAEP indica que o mercado manteve relativa estabilidade no primeiro semestre de 2025. Porém, não houve a recuperação esperada na entressafra. A partir de julho, os preços caíram consecutivamente. Em julho, o litro era R$ 2,41; em agosto, R$ 2,33; setembro, R$ 2,23; e outubro, R$ 2,12, segundo o Cepea.
Desde 2023, o Sistema FAEP alerta para os impactos das importações. No Paraná, atuou na aprovação do Decreto 5.396/2024, que incluiu leite em pó e queijo muçarela importados na alíquota comum de ICMS. Também solicitou urgência no PL 888/2023, que proíbe a importação e reidratação de leite em pó por pessoas jurídicas.
Em nível nacional, a entidade reforça o pedido de revisão da investigação de dumping sobre leite do Mercosul. Além disso, destaca a importância de políticas públicas que garantam concorrência justa e a continuidade da pecuária de leite. Presente nos 399 municípios do Paraná, o setor gera renda e emprego. Por isso, o Sistema FAEP mantém ações voltadas à assistência técnica, sucessão familiar, sanidade e transparência na formação de preços.
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