Produção de mandioca em 2026 deve ser menor e manter preços mais estáveis
Após forte expansão da área nos últimos anos, setor entra em fase de ajuste, com recuo da produção e menor volatilidade de preços
Por: Redação RuralNews
Segundo análises técnicas, o avanço da colheita de raízes de primeiro ciclo observado em momentos de 2025 contribui para esse cenário. Além disso, a expectativa de produtividade mais baixa tende a alinhar a oferta de matéria-prima à demanda industrial.
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Como resultado, o mercado deve registrar menor volatilidade. Assim, os preços da mandioca podem apresentar comportamento mais estável ao longo de 2026.
Estimativas preliminares indicam que a produção de mandioca em 2026 pode somar cerca de 20 milhões de toneladas. O volume representa queda de 2,5% em relação ao ano anterior.
Esse recuo reflete, principalmente, a redução da área a ser colhida. A projeção aponta retração de 1,7%, para 1,26 milhão de hectares. Além disso, a produtividade média nacional deve cair 0,8%, ficando em 15,7 toneladas por hectare.
Portanto, o ajuste ocorre tanto pela menor área quanto pelo desempenho produtivo mais limitado.
A partir de 2026, a relação entre produtores e fecularias tende a se tornar mais exigente. Um número crescente de indústrias deve demandar colheita realizada exclusivamente com mão de obra formalizada.
Essa exigência eleva os custos para os produtores. Por outro lado, parte desse impacto pode ser compensada por bonificações no preço pago pela raiz.
No entanto, a adesão ao novo modelo ainda é restrita. Dessa forma, o cenário pode gerar tensões adicionais nas negociações comerciais.
Nos últimos anos, a rentabilidade da mandiocultura vem sofrendo pressão. O aumento dos custos de produção segue como fator central.
Além disso, juros elevados e maior restrição ao crédito tendem a afetar negativamente o setor. Esse contexto reduz investimentos em tecnologia e manejo. No médio prazo, esses fatores podem impactar a produtividade e, consequentemente, a área cultivada. Assim, os efeitos podem se prolongar além de 2026.
Por fim, as indicações climáticas preliminares são mais favoráveis. Para 2026, não há expectativa de influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña.
Esse cenário tende a contribuir para maior previsibilidade produtiva. Ainda assim, o desempenho da produção de mandioca em 2026 dependerá do equilíbrio entre custos, oferta e demanda.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Como resultado, o mercado deve registrar menor volatilidade. Assim, os preços da mandioca podem apresentar comportamento mais estável ao longo de 2026.
Setor da mandioca entra em fase de ajuste em 2026, com menor produção e expectativa de preços mais estáveis. Foto: Canva
Produção e produtividade devem recuar
Estimativas preliminares indicam que a produção de mandioca em 2026 pode somar cerca de 20 milhões de toneladas. O volume representa queda de 2,5% em relação ao ano anterior.
Esse recuo reflete, principalmente, a redução da área a ser colhida. A projeção aponta retração de 1,7%, para 1,26 milhão de hectares. Além disso, a produtividade média nacional deve cair 0,8%, ficando em 15,7 toneladas por hectare.
Portanto, o ajuste ocorre tanto pela menor área quanto pelo desempenho produtivo mais limitado.
Relação entre produtores e indústrias passa por mudanças
A partir de 2026, a relação entre produtores e fecularias tende a se tornar mais exigente. Um número crescente de indústrias deve demandar colheita realizada exclusivamente com mão de obra formalizada.
Essa exigência eleva os custos para os produtores. Por outro lado, parte desse impacto pode ser compensada por bonificações no preço pago pela raiz.
No entanto, a adesão ao novo modelo ainda é restrita. Dessa forma, o cenário pode gerar tensões adicionais nas negociações comerciais.
Custos elevados seguem pressionando a atividade
Nos últimos anos, a rentabilidade da mandiocultura vem sofrendo pressão. O aumento dos custos de produção segue como fator central.
Além disso, juros elevados e maior restrição ao crédito tendem a afetar negativamente o setor. Esse contexto reduz investimentos em tecnologia e manejo. No médio prazo, esses fatores podem impactar a produtividade e, consequentemente, a área cultivada. Assim, os efeitos podem se prolongar além de 2026.
Clima mais equilibrado no horizonte
Por fim, as indicações climáticas preliminares são mais favoráveis. Para 2026, não há expectativa de influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña.
Esse cenário tende a contribuir para maior previsibilidade produtiva. Ainda assim, o desempenho da produção de mandioca em 2026 dependerá do equilíbrio entre custos, oferta e demanda.
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