Preços internacionais pressionam exportação do milho brasileiro
Preços internacionais baixos e forte demanda de etanol reduzem atratividade das exportações de milho brasileiro
Por: Redação RuralNews
No entanto, o ritmo moderado das exportações não representa um problema significativo. Pelo contrário, o crescimento acelerado do setor de etanol de milho tem ampliado o consumo doméstico, diminuindo a dependência do mercado internacional. De acordo com projeções da StoneX, o Brasil deve consumir 22,3 milhões de toneladas de milho para etanol em 2025, com expectativa de atingir 28,3 milhões em 2026. A capacidade instalada pode chegar a 53 milhões de toneladas por ano até 2028, impulsionada por novas usinas e projetos em implantação.
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Esse avanço se sustenta em medidas como o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 30%, com perspectiva de chegar a 35% nos próximos anos. Além disso, a reforma tributária em discussão pode favorecer a competitividade do etanol hidratado em diferentes regiões. “O milho, por sua ampla oferta e estabilidade durante o ano, se consolida como matéria-prima estratégica para esse movimento”, afirma Bulascoschi.
Apesar das supersafras em países como Estados Unidos, Brasil e China, os estoques globais finais de milho para 2025/26 devem ser os mais baixos da última década. O mercado acompanha com atenção a oferta necessária para atender à crescente demanda mundial.
No Brasil, a expectativa para o ciclo 2025/26 é positiva. O plantio da soja na janela ideal favorece o desenvolvimento do milho safrinha em 2026, e os preços domésticos elevados devem incentivar o aumento da área plantada. “Ainda assim, por ser mais exposto à estação seca, o milho safrinha pode trazer volatilidade ao mercado”, alerta Bulascoschi.
O crescimento do setor de etanol não se limita ao Brasil. Na Índia, a mistura já atingiu 20% na safra 2024/25, com milho e arroz representando mais da metade da matéria-prima utilizada. Vietnã e Japão também avançam na adoção de misturas de 10% de etanol na gasolina, reforçando a tendência global.
Nos Estados Unidos, apesar de o setor de etanol estar consolidado, a demanda por milho se concentra no mercado exportador e na alimentação animal. O USDA projeta consumo de 154,9 milhões de toneladas para ração em 2025/26, embora fatores como a desaceleração dos confinamentos na fronteira com o México possam impactar esse número.
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Texto publicado originalmente em Notícias
Etanol impulsiona demanda interna e reforça estratégia do milho
Crescimento do etanol de milho impulsiona consumo interno e reduz dependência externa. Foto: Canva
Esse avanço se sustenta em medidas como o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 30%, com perspectiva de chegar a 35% nos próximos anos. Além disso, a reforma tributária em discussão pode favorecer a competitividade do etanol hidratado em diferentes regiões. “O milho, por sua ampla oferta e estabilidade durante o ano, se consolida como matéria-prima estratégica para esse movimento”, afirma Bulascoschi.
Apesar das supersafras em países como Estados Unidos, Brasil e China, os estoques globais finais de milho para 2025/26 devem ser os mais baixos da última década. O mercado acompanha com atenção a oferta necessária para atender à crescente demanda mundial.
No Brasil, a expectativa para o ciclo 2025/26 é positiva. O plantio da soja na janela ideal favorece o desenvolvimento do milho safrinha em 2026, e os preços domésticos elevados devem incentivar o aumento da área plantada. “Ainda assim, por ser mais exposto à estação seca, o milho safrinha pode trazer volatilidade ao mercado”, alerta Bulascoschi.
Tendência global do etanol de milho
O crescimento do setor de etanol não se limita ao Brasil. Na Índia, a mistura já atingiu 20% na safra 2024/25, com milho e arroz representando mais da metade da matéria-prima utilizada. Vietnã e Japão também avançam na adoção de misturas de 10% de etanol na gasolina, reforçando a tendência global.
Nos Estados Unidos, apesar de o setor de etanol estar consolidado, a demanda por milho se concentra no mercado exportador e na alimentação animal. O USDA projeta consumo de 154,9 milhões de toneladas para ração em 2025/26, embora fatores como a desaceleração dos confinamentos na fronteira com o México possam impactar esse número.
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