O Paraná intensificou a fiscalização contra a influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP) no Litoral e concluiu uma operação com 414 ações de campo entre os dias 16 e 26 de março. A iniciativa, coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), mobilizou 16 servidores e teve como foco propriedades com aves de subsistência, conhecidas como criações de fundo de quintal, além de estabelecimentos comerciais de produtos veterinários.
A ofensiva reforça a estratégia do Estado para preservar o status sanitário da avicultura paranaense em um momento em que a vigilância sobre doenças de alto impacto segue como prioridade para a saúde animal, a saúde pública e a economia.
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Operação somou 414 fiscalizações no Litoral
Durante os dez dias de trabalho, a Adapar realizou 414 fiscalizações em municípios do Litoral paranaense. As equipes atuaram tanto em propriedades com aves de subsistência quanto em estabelecimentos ligados à comercialização de produtos veterinários, ampliando a vigilância em pontos considerados sensíveis para a prevenção da doença.
A operação teve caráter preventivo e faz parte das ações contínuas de monitoramento conduzidas pelo Estado para reduzir riscos de introdução e disseminação da influenza aviária, especialmente em áreas com circulação de aves e maior exposição sanitária.
Para o Paraná, esse tipo de ação é estratégico porque a proteção da cadeia avícola depende não apenas das granjas comerciais, mas também do controle sobre ambientes externos e criações informais, que podem representar portas de entrada para enfermidades.
Educação sanitária reforçou prevenção junto aos produtores
Além da fiscalização, a operação também teve forte atuação em educação sanitária, com orientação direta aos proprietários de aves sobre prevenção, sinais clínicos da doença e medidas de controle.
As equipes levaram informações aos moradores sobre os riscos da influenza aviária de alta patogenicidade, reforçando que a enfermidade é uma zoonose, ou seja, pode impactar também a saúde pública.
Outro ponto abordado nas ações foi o peso econômico de eventuais focos da doença. A Adapar alertou para os prejuízos que possíveis embargos sanitários podem gerar, afetando diretamente a comercialização, a produção e a imagem da avicultura paranaense nos mercados.
Na prática, a conscientização se torna uma ferramenta tão importante quanto a fiscalização, já que a prevenção depende da colaboração dos criadores e da rápida identificação de situações suspeitas.
Operação contou com apoio técnico em simulações e necrópsias
A ação no Litoral também teve apoio de médicos-veterinários do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), que colaboraram no início da operação com atividades técnicas voltadas ao preparo das equipes.
Os profissionais auxiliaram os servidores da Adapar em simulações de procedimentos e na realização de necrópsias, com foco no reconhecimento de sinais compatíveis com enfermidades em aves.
Esse suporte contribuiu para o aprimoramento das respostas em campo e fortaleceu a capacidade de atuação diante de eventuais suspeitas, ampliando a eficiência do trabalho de vigilância sanitária.
O projeto integra ações ligadas ao licenciamento ambiental e é executado pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), dentro de um programa relacionado à Petrobras e ao Ibama.
Status sanitário é decisivo para economia do Paraná
A manutenção do status sanitário de área livre de influenza aviária é considerada fundamental para o Paraná, tanto pelo ponto de vista da saúde pública quanto pelo peso econômico da avicultura no Estado.
O Paraná é hoje o maior produtor de proteína animal do Brasil e lidera com folga a produção nacional de carne de frango, respondendo por mais de um terço de todo o volume produzido no país.
Por isso, qualquer ameaça sanitária à cadeia avícola tem potencial de gerar reflexos imediatos sobre exportações, empregos, renda e abastecimento. Um eventual foco da doença pode resultar em restrições comerciais, perdas de mercado e impactos expressivos sobre uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.
Nesse contexto, ações preventivas como a realizada no Litoral têm efeito direto na blindagem de um setor que sustenta grande parte da economia agroindustrial do Estado.
Saúde única orienta ações de defesa sanitária
A relevância da operação também está ligada ao conceito de Saúde Única, que integra saúde humana, animal, vegetal e ambiental dentro de uma mesma lógica de prevenção e controle.
Na prática, isso significa que o combate a enfermidades como a influenza aviária vai além da proteção das aves. Ele também influencia diretamente a saúde pública, a segurança alimentar, a estabilidade da produção e a preservação de cadeias econômicas inteiras.
Para um Estado com forte presença da avicultura industrial, o controle sanitário é parte essencial da manutenção da atividade econômica, da geração de empregos e da continuidade do abastecimento nacional e internacional.
Ações fazem parte de vigilância permanente no Estado
A operação no Litoral não é isolada. Segundo a Adapar, ela integra um conjunto de ações permanentes coordenadas pela Divisão de Sanidade Avícola (Disav) em diferentes regiões do Paraná.
Em 2025, por exemplo, o Sudoeste paranaense também esteve no foco das ações sanitárias, mostrando que o monitoramento segue uma estratégia contínua de prevenção e reforço da biosseguridade.
Essa atuação regionalizada permite ao Estado ampliar a cobertura de vigilância, antecipar riscos e fortalecer a capacidade de resposta em áreas consideradas estratégicas para a defesa sanitária.
Granjas seguem regras rígidas de biosseguridade
No Paraná, todas as granjas registradas precisam cumprir requisitos de biosseguridade estabelecidos pela Portaria Adapar nº 242/2022 e pela Instrução Normativa MAPA nº 56/2007.
