Oferta restrita e clima incerto mantêm mercado global de cacau sob pressão
Safra frustrada na África Ocidental eleva preços e reforça risco de novo déficit global
Por: Redação RuralNews
Durante o primeiro semestre de 2025, os preços futuros do cacau permaneceram próximos aos patamares recordes, mantendo a tendência de alta observada desde o início de 2024. A quebra de safra em Costa do Marfim e Gana — que, juntos, respondem por aproximadamente 60% da produção mundial — resultou na menor oferta dos últimos oito anos durante o ciclo 2023/24. A expectativa inicial de recuperação para a safra 2024/25 foi frustrada pelas condições climáticas adversas, com clima mais seco e perda de ritmo na colheita intermediária.
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O aumento dos preços, no entanto, tem estimulado a produção em países tradicionalmente menos expressivos no setor, como Equador, Indonésia e Nigéria, que registram dados de exportação mais positivos. Esse crescimento ajuda a reduzir parte do desequilíbrio global, mas ainda não é suficiente para compensar totalmente a queda produtiva africana.
Outro fator que adiciona incertezas ao cenário é o ritmo mais lento das vendas antecipadas da safra 2025/26 por parte das entidades estatais de comercialização — o CCC, na Costa do Marfim, e o Cocobod, em Gana. Essas vendas são essenciais para definir os preços pagos aos produtores e indicam as expectativas das autoridades sobre a próxima produção. O atraso na comercialização aumenta a percepção de risco em relação ao desempenho da próxima colheita.
Embora os primeiros dados climáticos para a temporada 2025/26 apontem chuvas dentro da normalidade nas principais regiões produtoras, a situação ainda inspira cautela. “Se a tendência de clima favorável continuar, aliada aos preços elevados e à maior margem para investimentos em manejo, há espaço para uma recuperação. Mas ainda é cedo para afirmar esse movimento com segurança”, avaliam os analistas da StoneX, Rafael Borges e Lucca Bezzon.
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Texto publicado originalmente em Notícias
O aumento dos preços, no entanto, tem estimulado a produção em países tradicionalmente menos expressivos no setor, como Equador, Indonésia e Nigéria, que registram dados de exportação mais positivos. Esse crescimento ajuda a reduzir parte do desequilíbrio global, mas ainda não é suficiente para compensar totalmente a queda produtiva africana.

Com menor oferta e incertezas climáticas, mercado de cacau permanece volátil e preços seguem elevados. Foto: StoneX / Divulgação
Outro fator que adiciona incertezas ao cenário é o ritmo mais lento das vendas antecipadas da safra 2025/26 por parte das entidades estatais de comercialização — o CCC, na Costa do Marfim, e o Cocobod, em Gana. Essas vendas são essenciais para definir os preços pagos aos produtores e indicam as expectativas das autoridades sobre a próxima produção. O atraso na comercialização aumenta a percepção de risco em relação ao desempenho da próxima colheita.
Embora os primeiros dados climáticos para a temporada 2025/26 apontem chuvas dentro da normalidade nas principais regiões produtoras, a situação ainda inspira cautela. “Se a tendência de clima favorável continuar, aliada aos preços elevados e à maior margem para investimentos em manejo, há espaço para uma recuperação. Mas ainda é cedo para afirmar esse movimento com segurança”, avaliam os analistas da StoneX, Rafael Borges e Lucca Bezzon.
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