Geral 21-01-2022 | 13:49:00

Nova publicação da Agricultura analisa evolução do Valor Bruto da Produção de 1997 a 2020

O Caderno Regional Agropecuário será publicado trimestralmente. A primeira edição traz um comparativo entre o primeiro VBP, levantado em 1997, e o último, de 2020.

Por: Governo do Estado do Parana

A primeira edição traz um comparativo sobre como os setores agrícola e pecuário do Estado se comportaram desde a divulgação do primeiro levantamento do Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária no Estado pelo Deral, em 1997, até a última publicação dos números relativos a 2020. O VBP é calculado anualmente tendo em vista, sobretudo, as variáveis produção agropecuária e valor recebido pelo produtor, com levantamento de aproximadamente 350 produtos em cada um dos 399 municípios paranaenses.
VEJA TAMBÉM:

Além das pesquisas periódicas realizadas pelos técnicos da própria Secretaria, também são de fundamental importância dados fornecidos por extensionistas do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), das prefeituras, cooperativas e revendedores de insumos, entre outros.


O Caderno Regional Agropecuário traz, inicialmente, uma apresentação sobre a abrangência e características de cada uma das regionais da Seab espalhadas pelo Estado. Posteriormente, é apresentada a evolução das principais cadeias agropecuárias, tendo como parâmetro o que foi levantado em cada um dos núcleos em 1997 comparativamente aos dados de 2020, relacionados à área ocupada, produção e produtividade.


O documento registra que a concentração das principais atividades não se modificou em níveis suficientemente grandes para gerar alteração na fotografia da agropecuária paranaense. “Ainda que o retrato do Estado não tenha se alterado drasticamente, não significa que ele se manteve estático para todas as regiões”, diz o documento.
Por isso, na etapa seguinte, os organizadores do trabalho elencam fatos ocorridos nesse período, que podem ajudar na análise qualitativa da dinâmica produtiva dos 23 Núcleos Regionais da Seab. O documento também reproduz imagens do mapa do Estado nos dois períodos analisados, mostrando como se distribuía o VBP de R$ 48,50 bilhões em 1997 e as alterações dos polos produtivos e da configuração do valor de produção de R$ 128,27 bilhões conseguido em 2020.


A análise geral mostra, por exemplo, que em 1997 o milho era a preferida entre as seis culturas mais importantes. Ele estava em 20 núcleos regionais, graças às técnicas avançadas de cultivo e o preço do grão.


Àquela época, a soja ocupava a segunda colocação, presente em 17 regionais. Em 2020, ambos continuam na dianteira, mas com a ordem inversa. Enquanto a soja conquistou espaço em mais cinco regionais, devido à valorização da oleaginosa, o milho perdeu força em uma.


Entre os produtos que mais cresceram de posição está a silagem e alimentação animal. Em 1997, o segmento não era produto comercial em nenhum dos núcleos, mas, em 2020, já garantiu Valor Bruto de Produção para oito regionais. O fenômeno se explica pelo crescimento da pecuária estadual, que exigiu mais alimentação. Os bovinos de corte e leite, que estavam em 19 regionais, passaram a ser importantes para mais cinco nesse período, enquanto os frangos de corte também conquistaram mais seis regionais, e se fizeram presente em 18 no VBP de 2020.

TAGS:
Agricultura - Valor Bruto - Produção - Soja - 202o


Texto publicado originalmente em Notícias
Leia também: