Milho opera em baixa e acumula mais quedas nos meses futuros

Na sexta-feira, a posição presente fechou com alta de 3 pontos e os meses futuros com ganhos de até 16 cents devido à reação nas bolsas globais e alta do petróleo; mesmo assim, na semana passada as perdas chegaram a 4,5%.
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Da redação - Rural News

Publicado em 27/06/2022

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Segundo boletim da Corretora Granoeste, os preços do milho operam em baixa na CBOT nesta manhã de segunda-feira, queda de 6 cents/julho, a U$ 7,43, e tombos maiores nos meses futuros, postado na melhora do clima nas regiões de cultivo dos EUA. Na sexta, a posição presente fechou com alta de 3 pontos e os meses futuros com ganhos de até 16 cents devido à reação nas bolsas globais e alta do petróleo; mesmo assim, na semana passada as perdas chegaram a 4,5%.

Nos EUA, melhoram as possibilidades de chuvas das regiões produtoras. A umidade do solo vem diminuído em todo o Meio Oeste e altas temperaturas também preocupam, mas precipitações começam a entrar no radar. O mercado segue atento sobre que regiões serão efetivamente beneficiadas por esta onda de chuvas e quais irão passar em branco.

A colheita de milho safrinha na região Centro-Sul do Brasil chega a 14,5%, informa levantamento da consultoria Safras e Mercado, ante 1,6% de mesma data no ano passado e 2,6% de média dos últimos 5 anos. Por estado, as coletas chegam a 19,9% no Mato Grosso; 17,9% em Goiás; 12,2% no Mato Grosso do Sul; 4,7% no Paraná; 4,7% em Minas Gerais e 1,1% em São Paulo.

O Line-up de navios nos portos brasileiros indica o embarque de 1,7MT neste mês de junho. Para julho, já está alinhado o carregamento de 2,65MT. Nesta temporada, iniciada em fevereiro, até o final de junho, as exportações devem totalizar 4,1MT, ante 1,6MT do mesmo intervalo do ano passado.

Se comparado a anos anteriores, o mercado interno conta com baixo o volume de negócios realizados antecipadamente, o que acumula mais produto para ser negociado daqui para frente. A retração se justifica pelas incertezas geradas pelas perdas nas últimas safras. Neste ano, o Brasil precisa bater um novo recorde nas exportações de milho, com algo como 40,0MT, diante das perspectivas de produção, que está avaliada em 115,0MT; o consumo interno está previsto em 77,0MT. Diante da necessidade de arranjar colocação externa para a produção excedente, a maioria das regiões terá como base de preço os níveis de paridade internacional.

O câmbio vem ajudando na formação do preço interno; mas CBOT e prêmios, mais enfraquecidos, pressionam as cotações. Indicações de compra na faixa entre R$ 85,00/87,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 91,00/94,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

CÂMBIO
Opera em ligeira queda, a R$5,24. Na sexta-feira, fechou em R$ 5,252.


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