Contratos futuros com soja na CBOT iniciam operando em alta

Por outro lado, a semana anterior foi bastante negativa, com queda de 4,5% e mercado postado na perspectiva de contração da economia mundial e no bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas
...
Da redação - Rural News

Publicado em 27/06/2022

Análise de mercado, cotação soja, mercado futuro soja, alta soja, mercado soja, Granoeste, Corretora Granoeste
Os contratos futuros negociados com soja na CBOT operam em alta neste momento, manhã de segunda-feira, mais 10 cents, a U$ 16,20/julho, dando sequência aos ganhos apurados na última sexta-feira. Por outro lado, a semana anterior foi bastante negativa, com queda de 4,5% e mercado postado na perspectiva de contração da economia mundial e no bom desenvolvimento das lavouras norte-americanas, segundo boletim da Corretora Granoeste.

Depois de um período de estresse generalizado, os mercados de energia, minérios e de ativos financeiros trabalham em recuperação, beneficiando também os mercados agrícolas. Participantes ainda questionam sobre a intensidade da demanda e sobre um retorno mais agressivo da China às compras. Além disto, tecnicamente, depois das fortes perdas das últimas duas semanas, fundos e investidores se colocam mais abertos para recompor as carteiras.

As exportações de soja dos EUA, na temporada, chegam a 60,2MT, ante 61,7MT do mesmo período do ano passado. Os embarques totalizam 51,2MT, contra 58,1MT do mesmo intervalo do ciclo anterior. Considerando a acentuada quebra de safra na América do Sul, era de se supor que a demanda seria muito mais agressiva em solo norte-americano.

Além do comportamento climático no Meio Oeste, as atenções do mercado se voltam para o relatório final de plantio que será divulgado neste dia 30. Esta definição cria bons motivos para alta ou baixa dos preços. Em seguida, tem o feriado de 4 de julho (Independência dos EUA), que costuma ser um divisor de águas, gerando muita tensão nos mercados uma vez que, a partir daí, as lavouras entram no período mais crítico para a determinação dos níveis de produtividade.

Logo mais, no fim da tarde, o USDA irá atualizar novamente as condições das lavouras. Na semana passada, 68% das áreas se encontravam em boas/excelentes condições, ante 60% do mesmo ponto do ano passado. O mercado interno deverá seguir em ritmo lento, aguardando por melhores indicações. Na última semana, com o aprofundamento das perdas do preço internacional, os produtores adotaram uma postura de total retração. Praticamente não houve reportes de negociações, numa semana tida como vazia. Em certa medida, a reação do câmbio compensou parte das perdas apuradas na CBOT e nos prêmios, mas, assim mesmo, as indicações de compra perderam força em R$ 4,00 / 5,00 por saca.

Prêmios no spot são contados na faixa de 150 / 160. Aparentemente os prêmios estão mais sólidos; porém é importante notar que a fixação do preço spot passa a tomar como base a cotação sobre agosto ou setembro, que está bem mais baixa, em cerca de U$ 1,00 por bushel, no comparativo com a cotação sobre julho (que vai saindo de cena).

Indicações de compra entre R$ 186,00/188,00 no oeste do estado; entre R$ 194,00/196,00 em Paranaguá – dependendo do prazo de pagamento e, no interior, também do local de embarque.


Publicidade