Soja sobe em Chicago antes de novo relatório do USDA
Expectativa de cortes na produção da América do Sul sustenta preços
Os contratos futuros da soja operam em alta na manhã desta terça-feira (9), com valorização de 11 pontos na Bolsa de Chicago, sendo cotados a US$ 9,94 por bushel no vencimento maio. O movimento dá continuidade à recuperação iniciada na segunda-feira, quando os dois primeiros vencimentos subiram entre 4 e 6 pontos. Na semana passada, no entanto, os preços acumularam perdas superiores a 4%, pressionados pelo anúncio de novas tarifas comerciais pelo governo dos Estados Unidos.
Segundo a Granoeste Corretora, a movimentação do mercado também reflete a expectativa em torno do próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será divulgado na quinta-feira (11). A projeção é de que o documento traga cortes na produção de soja no Brasil e na Argentina, com consequente redução dos estoques globais, ainda que as mudanças em relação ao relatório de março não devam ser significativas.
Dados da consultoria Safras Mercado apontam que 50,7% da safra brasileira já foi comercializada, abaixo da média histórica de 63,9%. Para a próxima temporada (2025/26), as vendas antecipadas somam apenas 3,7%, contra 5,9% do mesmo período do ano passado e média histórica de 14,4%.
A colheita da soja no país alcança 85,3%, segundo levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), superando os 76,4% registrados no mesmo período de 2024 e a média de 82,4%.
Os prêmios de exportação seguem firmes e são considerados fundamentais para a formação dos preços internos. Em Paranaguá, as indicações estão na faixa de 85 a 110 pontos no mercado spot. No oeste do Paraná, as primeiras indicações de compra giram entre R$ 128,00 e R$ 130,00. Já no porto de Paranaguá, os valores variam entre R$ 137,00 e R$ 140,00, a depender do prazo de pagamento e das condições de embarque.