Milho reage em Chicago com suporte da demanda externa
Procura pelo grão dos EUA, tempo quente e seco na Argentina e dólar mais fraco dão suporte às cotações
Milho avança em Chicago com apoio da demanda externa e do clima na Argentina. Foto: Canva
O milho volta a registrar alta na Bolsa de Chicago. Na manhã desta quinta-feira, o contrato março sobe 2 pontos e opera a US$ 4,32. No pregão anterior, os primeiros vencimentos fecharam com ganho de 3 cents. A Granoeste destaca que o mercado encontra sustentação na demanda e no clima.
A procura pelo milho norte-americano segue aquecida no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o clima quente e seco em amplas áreas da Argentina preocupa agentes, já que pode afetar o desenvolvimento das lavouras. Esse cenário mantém prêmios de risco no radar dos operadores.
Outro fator de suporte vem do câmbio. O dólar mais fraco torna os produtos cotados na moeda americana mais competitivos para importadores. Esse movimento ajuda a reforçar o fluxo de demanda externa pelo grão dos Estados Unidos.
Na B3, os contratos mostram leve acomodação. O vencimento março gira em torno de R$ 67,80, enquanto maio opera próximo de R$ 67,60, após pequenas variações em relação ao fechamento anterior.
Brasil enfrenta pressão nos preços internos do milho
No mercado doméstico, os preços seguem pressionados. No oeste do Paraná, compradores indicam interesse entre R$ 60,00 e R$ 62,00, conforme o prazo de pagamento e a localização dos lotes.
O câmbio também recua levemente e opera na faixa de R$ 5,19, após encerrar a sessão anterior em R$ 5,207, o que influencia a formação das cotações internas.