Milho opera estável em Chicago e mercado segue atento
CBOT mantém contrato próximo de US$ 4,27, enquanto investidores acompanham Fórum do USDA e avanço da safra no Brasil
Milho mantém estabilidade em Chicago enquanto mercado acompanha projeções do USDA e ritmo da safra brasileira. Foto: Canva
O milho opera estável na Bolsa de Chicago (CBOT) na manhã desta quinta-feira, com o contrato negociado a US$ 4,27 por bushel. Na sessão anterior, os preços fecharam com ganhos mínimos, de até um centavo. O mercado segue atento às sinalizações do Fórum do USDA e ao desempenho da demanda internacional. As informações são da Granoeste.
A expectativa em torno do evento nos Estados Unidos é de uma área plantada de 38,45 milhões de hectares para a próxima temporada, abaixo dos 39,98 milhões da safra anterior. Apesar da possível redução, analistas consideram o número ainda expressivo, especialmente diante da melhor remuneração observada para o cereal.
Na B3, os contratos também registram leve valorização. A posição março é negociada a R$ 71,20 (ante R$ 70,95 no fechamento anterior), enquanto maio opera a R$ 70,55 (contra R$ 70,39 anteriormente).
No cenário internacional, a demanda segue consistente, com o ritmo das exportações norte-americanas permanecendo em níveis recordes.
Brasil avança na colheita e no plantio da safrinha
No Brasil, levantamento da Conab aponta que a colheita do milho de verão alcança 14,9% da área, abaixo dos 17,3% registrados no mesmo período do ano passado e da média histórica de 18,2%.
Para a segunda safra, o plantio atinge 32,2%, também inferior aos 35,7% de um ano atrás e à média de 38,6%. Em Mato Grosso, o IMEA indica que 46% da área já foi semeada, ligeiramente acima do índice observado na mesma data de 2025.
No mercado físico, o ritmo de negócios segue lento, com maior disponibilidade de produto novo, especialmente na região Sul. No oeste do Paraná, as indicações de compra variam entre R$ 60,00 e R$ 62,00 por saca. Em Paranaguá, para a safrinha, os valores giram entre R$ 65,00 e R$ 67,00, a depender do prazo de pagamento e da localização do lote no interior.
No câmbio, o dólar opera em queda, cotado a R$ 5,22, após ter encerrado a sessão anterior a R$ 5,242.