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Milho abre em alta na CBOT postado em compras técnicas

Foto do autor Camilo Motter
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Milho abre em alta na CBOT postado em compras técnicas

Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago operam em alta de 3 cents neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 4,89/setembro

Os contratos negociados com milho na Bolsa de Chicago operam em alta de 3 cents neste momento, manhã de quarta-feira, a U$ 4,89/setembro. Ontem, as posições próximas fecharam em alta de 3 cents. Na BMF, setembro opera em R$ 55,70 (-0,1%) e novembro, em R$ 59,45 (-0,2%).

O mercado opera em alta postado em compras técnicas, uma vez que investidores buscam posicionar-se frente ao relatório mensal de oferta e demanda. Além disso, o clima nos EUA melhorou no momento chave para a determinação da produtividade das lavouras – período de reprodução e enchimento de grãos. Segundo agência Reuters, essa melhora poderá colocar a colheita deste ano como a segunda maior da história.

Nesta sexta-feira, o USDA irá divulgar o relatório de oferta e demanda de agosto. Para a produção de milho, analistas esperam um corte de cerca de 5,0MT, para 384,2MT, ainda bem acima da colheita da temporada anterior, que foi de 348,7MT. Mesmo com essa redução, ainda é considerada uma safra bastante expressiva.

O corte na produção se deve à redução da produtividade. Analistas esperam uma perda de pelo duas sacas por hectare. No relatório de julho foram previstas 185,7scs/há; agora, deve vir com algo como 183,5scs/ha.

Para os estoques finais norte-americanos são esperados 55,3MT, contra 57,4MT de julho. Já, os estoques finais globais, devem ficar em linha com aqueles projetados no mês passado, na faixa de 314,0MT.

Segundo a ANEC, as exportações de milho brasileiro em agosto deverão totalizar 8,8MT, ante 6,8MT embarcadas em agosto do ano passado. No somatório, de fevereiro até final deste mês, os embarques para o exterior devem alcançar 24,2MT.

Levantamento do IMEA indica que a produção de safrinha do MT deve alcançar 51,0MT, ante 43,8MT do ano passado. O avanço da colheita, que está na reta final, foi revelando produtividades surpreendentes; com isto o estado chega a uma colheita recorde.

Internamente, os preços seguem bastante acomodados e pressionados; pouco atrativos para os produtores. As cotações internacionais, servem como balizamento e piso para os preços domésticos. Os produtores seguem atentos, acompanhando a evolução da safra dos EUA, bem como o desenrolar do conflito no Leste Europeu.

Indicações de compra na faixa entre R$ 50,00/52,00 no oeste do estado; em Paranaguá, entre R$ 60,00/62,00 – dependendo de prazos de pagamento e, no interior, também da localização do lote.

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Editor RuralNews
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