Commodities iniciam a semana com pessimismo extremo na CBOT
O que se espera agora é um reteste nas mínimas do ano, inclusive, algumas projeções indicam que os preços da soja na CBOT podem cair até o patamar de U$9 por bushel
O que se espera agora é um reteste nas mínimas do ano
Os futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) encerraram a sessão de segunda-feira (14/10) com queda de 0,94%,
cotado a U$9,96 por bushel. Sob a ótica dos fundamentos temos o
relatório de oferta e demanda do USDA que foi publicado na última
sexta-feira e tem implicações levemente baixistas.
Já do lado da
análise técnica as quedas recentes acabam preocupando mais, neste
momento a queda de hoje confirmou a perda do suporte e nega
categoricamente o rompimento de três semanas atrás, por não haver
continuidade no movimento altista.
O que se espera agora é um
reteste nas mínimas do ano, inclusive, algumas projeções indicam
que os preços da soja na CBOT podem cair até o patamar de U$9 por
bushel. Apesar da queda desta segunda-feira, os prêmios da soja se mantiveram
firmes.
Produtores podem aproveitar esse momento para travar o prêmio
para parte da sua safra e como complemento, para não ficarem
descobertos caso algo aconteça com a safra brasileira, podem
aproveitar a queda de Chicago para comprar uma participação de
alta, via bolsa de valores.
O farelo de soja encerrou estável, com
variação positiva de 0,06%. Já o óleo caiu 3,30%, seguindo o
ritmo do petróleo que teve queda de 2,13%.
Assim como a soja, o
milho também encerrou no negativo e registrou queda de 1,80%. Do
lado do fundamento, o relatório de oferta e demanda do USDA teve
impacto levemente negativo. Pelo gráfico, o preço confirmou a perda
do suporte que estava em U$4,20, sugerindo mais quedas pela frente.
A
princípio os preços do milho na CBOT pode ir testar a região
emblemática de U$4/bushel e caso não se sustente nesse patamar,
terá como objetivo da queda, a mínima do ano em U$3,85. Neste
pregão, os futuros de trigo também não conseguiram escapar do mal
humor e encerrou com variação negativa de 2,30%.
Além do relatório
de oferta e demanda, o futuro do trigo reage a melhora climática na
Rússia, retirando parte do prêmio de risco que foi acrescido aos
preços nas últimas semanas.
Na B3 o contrato de
milho seguiu a queda do exterior e do dólar, operando no negativo
durante a maior parte do dia.
Com isso o contrato futuro com
vencimento para novembro encerrou o dia com queda de R$1,12 por saca,
cotado a R$67,38. Na variação diária o milho teve desvalorização
de 1,64%.
Macroeconomia
China volta a falar em novos estímulos, no final de semana o Ministro de finanças da China comentou que devem aumentar as linhas de crédito e auxílio aos desempregados, porém não deu detalhes de quanto será disponibilizado para essa nova fase de estímulos e nem como ou quando será feito.
Principais Variações:
ÁSIA: HONG KONG:
-0,75% / SHANGHAI: +2,07%
EUROPA: ITALIA: +1,09%
EUA:SP 500: +0,88% / NASDAQ: +1,03%
BRASIL:IBOVESPA: 0,80%