Commodities encerram a sessão em queda após publicação do relatório de oferta e demanda do USDA
Em termos gráficos a soja encerrou a semana abaixo do seu primeiro suporte que estava em U$10,20 por bushel. Hoje o grão teve queda de 0,91% e encerrou cotado a U$10,05.
O relatório contrariou as expetativas do mercado, que esperava uma queda na produtividade
O relatório de oferta e demanda do USDA mexeu com as commodities na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (11/10). Para a soja o relatório
apresentou uma pequena mudança na produtividade quando comparado ao
relatório do mês passado, saindo de 59,63 sacas por hectare para
59,52.
Esse dado frustrou um pouco o mercado, que aguardava por um
corte ligeiramente maior, na casa dos 59,40. Em termos gráficos a
soja encerrou a semana abaixo do seu primeiro suporte que estava em
U$10,20 por bushel. Hoje o grão teve queda de 0,91% e encerrou
cotado a U$10,05.
Na semana, a queda acumulada foi de 3,11%. Caso os
preços não consigam se segurar na casa dos U$10, abre espaço para
um novo rally de baixa e poderemos ver os preços testando as mínimas
do ano em U$9,56.
Os futuros de óleo tiveram desvalorização de
0,98% no dia e encerram a semana com queda acumulada de 1,46% e
diferente do grão ainda trabalha acima de seu suporte gráfico. Já
o farelo encerrou abaixo do seu suporte e registrou quedas de 0,32 na
variação diária e 4,66% na variação semanal.
Para o milho, o
relatório de oferta e demanda trouxe poucas mudanças, a principal
delas foi a produtividade que foi revisada para cima, no relatório
do mês anterior a produtividade havia ficado em 192,07 sacas por
hectare e no relatório desse mês ela foi revisada para 192,28.
Contrariando as expetativas do mercado que esperava uma queda na
produtividade. Como efeito, o milho também encerrou em queda, com
desvalorização de 0,66% e na semana registrou quedas de 2,12%. Com
essas recentes quedas, o milho volta a operar abaixo do seu suporte
que estava em U$4,20/bushel e encerra a semana cotado a U$4,15.
Quanto ao trigo, o
relatório apresentou uma diminuição dos estoques americanos, mas
os estoques globais aumentaram. O trigo encerra a semana cotado a
U$5,99/bushel e registra quedas de 0,79% na variação diária e alta
de 1,57% no acumulado da semana.
Graficamente o trigo conseguiu se
sustentar acima do seu suporte em U$5,90 e caso continue subindo, tem
objetivos gráficos em U$6,28 e posteriormente em U$6,80.
Na B3 o contrato de
milho operou boa parte do dia no positivo, mas acabou cedendo e
encerrou no negativo, seguindo o direcionamento da CBOT. O contrato
de novembro registrou variação diária de -0,46%, cotado a
R$68,50/saca. Na semana o resultado foi positivo, acumulando uma alta
de 0,72%.
Macroeconomia
O dado mais importante do dia na agenda econômica global foi o índice de inflação ao produtor nos EUA. O dado teve variação mensal nula e o fato de não ter registrado inflação acabou animando os mercados americanos.
Principais Variações:ÁSIA: HONG KONG:
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